RIO DE JANEIRO - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, informou nesta segunda-feira que a Secretaria Estadual de Saúde anunciou a criação de uma estrutura paralela para cuidar especificamente dos casos de pacientes infectados com o vírus da gripe suína http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_top(rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). Paes não detalhou como será funcionamento dessa estrutura.

As declarações de Paes foram dadas na Câmara de Vereadores, onde ele apresentou, após sete anos de postergação, uma proposta para a adoção do Plano Diretor da cidade.

Paes admitiu, inclusive, a possibilidade da volta das tendas de campanha, montadas pelos militares para o combate a epidemia de dengue registrado em 2008, com milhares de pessoas contaminadas e dezenas de mortes.

As tendas podem ser uma alternativa, mas a Secretaria de Saúde é que vai dar maiores informações sobre essas alternativas a serem adotadas. O que se montará é uma estrutura paralela. O que posso afirmar é que já dei autorização para que se faça qualquer tipo de contratação emergencial necessária para esse caso específico.

O prefeito do Rio admitiu a existência de deficiência na rede básica de saúde no Rio de Janeiro, o que, segundo ele, acaba levando as pessoas para a emergência dos hospitais, que não são o local adequado para este tipo de tratamento.

Essa deficiência faz com que as pessoas se socorram da emergência do hospital. E o que nós estamos querendo é exatamente criar uma rede de atendimento básico especial para este caso, que é muito um caso de explicação para as pessoas não se misturarem na emergência, o que é importante.

Informação

Paes considerou importante que as pessoas se informem antes de recorrerem às emergências hospitalares. O fato é que você tem um certo alarme da população, que também não tem como não se justificar, mas o importante é que as pessoas entendam isto. Ou seja: as emergências dos hospitais darão sempre prioridade aos atendimentos dos casos mais graves, e é para isto que servem as emergências.

O prefeito considerou importante que se tenha um sistema à parte do tradicional para atendimento dos casos de gripe. O importante é que haverá um atendimento prioritário para os casos mais graves, os atendimentos de emergência, que serão identificados e direcionados para as unidades de saúde. Caso contrário você instrui a pessoa, recomenda a ela que fique em casa, descanse, não é um problema de salas e equipamentos.

O Rio de Janeiro tem problemas graves na sua rede de atendimento básico, e por isto, nesse caso especifico, nós vamos criar uma estrutura paralela para esse atendimento dos casos de gripe suína, disse Paes.


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