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ONG informa sobre primeiros casos de gripe suína entre indígenas na Amazônia

LONDRES - A ONG Survival informou nesta quarta-feira sobre os primeiros casos de índios amazônicos que contraíram a gripe suína (http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_toprebatizada de gripe A H1N1 pela OMS), o que provoca o receio de uma perigosa epidemia entre um grupo populacional com poucas defesas contra as doenças do exterior.

EFE |

Em comunicado, a Survival explicou que os infectados são membros da comunidade Matsigenka, radicada ao longo do rio Urubamba, na Amazônia peruana, que foram diagnosticados com a doença pelas autoridades do departamento (Estado) de Cuzco.

A organização lembra na nota que este tipo de comunidade é particularmente vulnerável a este variante da gripe, porque seus membros "têm um sistema imunológico pobre, vivem em situações de pobreza e têm uma alta taxa de doenças crônicas, como diabetes e insuficiências cardíacas".

A Survival cita o exemplo dos aborígines australianos - uma população com expectativa de vida de entre 15 e 20 anos a menos do que o restante da população -, que representam um em cada dez casos fatais de "gripe suína" no País, apesar de não formarem mais de 5% da população.

Outro exemplo é o do Canadá, onde as comunidades indígenas da província de Manitoba registraram taxas de infecção de 130 indivíduos em cada 100 mil, frente ao índice de 24 em cada 100 mil no conjunto do País.

Glenn Shepard, antropólogo especialista nos índios Matsigenka, declarou que a chegada da "gripe suína" à esta comunidade "é especialmente preocupante, porque é sabido que têm contatos esporádicos com grupos isolados de indígenas que vivem nas proximidades".

Neste sentido, o professor de Medicina da Universidade de Bristol (Inglaterra), Stafford Lightman, ressaltou que estas comunidades sem contato habitual com o mundo exterior "não têm um sistema imunológico preparado para fazer frente às doenças infecciosas que circulam em nossa sociedade industrial".

Um contágio generalizado, alertou o professor Lightman, "será devastador, porque infectará comunidades inteiras simultaneamente, o que impedirá que reste gente em condições de cuidar dos demais ou de realizar tarefas básicas, como preparar a comida".

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