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OMS faz recomendações a países menos desenvolvidos sobre a gripe

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou nesta sexta-feira uma lista de recomendações para reduzir o impacto da ¿gripe suína¿ (http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_toprebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) nos países menos desenvolvidos, onde a ameaça é mais grave pela precariedade do sistema sanitário e pela falta de recursos econômicos.

EFE |

"Embora o vírus seja idêntico em todos os lados, é provável que o impacto da pandemia seja maior em países com um sistema sanitário débil, problemas de saúde e recursos limitados", afirma o documento.

Para amenizar dentro do possível os efeitos da doença, o texto recomenda "identificar e dar prioridade às áreas onde é provável que a doença se propague mais rápido (lugares com alta concentração de pessoas ou fechados) e aos grupos de pessoas de alto risco" e que poderiam falecer por doenças preexistentes, por gravidez ou por ter um limitado acesso à saúde.

Além disso, defende a importância de preparar o pessoal sanitário para "reconhecer, classificar e tratar doenças respiratórias agudas e pneumonias".

Neste sentido, a OMS aconselha que se aumente em 30% as reservas de remédios para a pneumonia.

Em relação ao tratamento da gripe, o documento convida aos Governos a "informar e educar à população para o cuidado em caso de sintomas leves da gripe", assim como dar tratamento antiviral aos doentes mais graves (quando o remédio esteja disponível).

"Nos países onde o sistema sanitário está saturado por doenças como a AIDS, a tuberculose e a malária terão grandes dificuldades para conduzir o aumento de casos quando a pandemia se estenda", prevê o documento da OMS.

Com isso se recomenda manter a assistência sanitária para doenças graves, mantendo reservas de remédios para o tratamento que cubram a demanda por 8 a 12 semanas.

A OMS redigiu este documento junto com outras organizações internacionais como Unicef, a Federação Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho (FICV) e o Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (OCHA).

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