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OMS diz que produção de vacinas é insuficiente

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou nesta sexta-feira sua satisfação com o anúncio de nove países, incluindo o Brasil, de que doarão parte de suas vacinas contra a gripe suína (http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_toprebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) para os países em desenvolvimento.

EFE |

"Os atuais estoques de vacina pandêmica são inadequados para uma população mundial na qual, virtualmente, todo mundo é suscetível a ser infectado por este vírus novo e muito contagioso", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em comunicado no qual agradecia as doações.

Os nove países que se comprometeram a doar 10% de sua produção de vacinas são Brasil, EUA, Austrália, França, Itália, Nova Zelândia, Noruega, Suíça e Reino Unido.

Segundo disse hoje, em entrevista coletiva, o porta-voz da OMS Gregory Hartl, a capacidade atual de produção de vacinas, de 94 milhões de doses por semana, é insuficiente para cobrir a população mundial.

Perguntado sobre que quantidade da população mundial a OMS acha que deve ser vacinada, Hartl não quis dar um número, mas insistiu em que, para a organização, "o grupo prioritário para receber vacinas são os funcionários da saúde".

Depois, acrescentou, corresponde a cada país estabelecer quais são seus principais grupos de risco.

Hartl também informou que, "até agora, todos os testes clínicos feitos indicam que uma dose de vacina é suficiente para imunizar a pessoa".

O porta-voz afirmou que as doações de vacinas que a OMS receber serão destinadas a "alguns dos 85 países do mundo que não têm acesso a elas".

No entanto, ressaltou que existem vários critérios para que os países pobres sejam elegíveis para receber vacinas, um deles é que tenham estabelecido um plano de distribuição das mesmas entre sua população.

Segundo o último balanço, que a OMS publicará hoje e que Hartl antecipou, o vírus já causou no mundo pelo menos 3,486 mil mortos, e há mais de 300 mil casos.

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