Ministros da América Latina se reúnem para traçar plano contra gripe

Ministros da Saúde de seis países sul-americanos deverão discutir a gripe suína no continente amanhã, no momento em que as 137 mortes provocadas pelo vírus A (H1N1) na Argentina tornaram o país o segundo com mais vítimas da pandemia no mundo, atrás somente dos Estados Unidos. Os ministros da Saúde da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai deverão discutir medidas conjuntas para lidar com a pandemia, de acordo com um comunicado oficial do grupo.

Agência Estado |

As autoridades de saúde da Argentina disseram ontem, segundo informações da agência France-Presse (AFP), que uma dramática elevação no número de casos nos últimos três dias aumentou a contagem de óbitos no país de 94 para 137. Outras 3.056 pessoas foram diagnosticadas com a Gripe A na Argentina, que agora está atrás apenas dos EUA em número de casos confirmados e mortes. Nos EUA já morreram 211 pessoas e outras 37.000 foram contaminadas pela Gripe A, de acordo com dados divulgados no domingo por funcionários da Saúde norte-americana.

O México, onde o surto surgiu pela primeira vez, em abril, agora é o terceiro país mais atingido, com 124 mortes e 12.521 pessoas contaminadas, de acordo com os números mais recentes, divulgados na segunda-feira. Com o número de mortes provocadas pelo vírus A (H1N1) crescendo no mundo inteiro e agora superior a 430, a diretora de vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Marie-Paule Kieny, disse nesta semana que a vacina contra a Gripe A precisará estar disponível já em setembro.

Enquanto isso, a chefe da OMS, Margaret Chan, alertou que a pobreza evitará que alguns países tenham acesso às vacinas contra a Gripe A. Ela criticou uma propensão em favor das nações mais ricas no problema das vacinas. Em um sinal de que a pandemia se espalha, as autoridades argentinas tomaram o drástico passo de decretar férias de um mês para os dez milhões de estudantes do país, numa tentativa de conter o alastramento do H1N1. O ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão, disse que é necessária "uma ação urgente e coordenada; precisamos de um amplo plano regional". Para Temporão, "os países da região precisam dividir remédios e suprimentos para tratar os doentes", ele disse.

No Brasil, quatro pessoas foram mortas pela Gripe A, de acordo com os mais recentes dados. No Chile, ocorreram 25 mortes e 9.549 pessoas foram infectadas, de acordo com informações oficiais liberadas no sábado. A Bolívia detectou 555 casos do vírus H1N1 e duas mortes, enquanto o Uruguai registrou 15 mortes. No Paraguai foram confirmadas três mortes provocadas pela gripe suína. As informações são da Dow Jones.

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