rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) no Rio Grande do Sul levou o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual a relativizarem a importância do oseltamivir (Tamiflu) no combate à doença." / rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) no Rio Grande do Sul levou o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual a relativizarem a importância do oseltamivir (Tamiflu) no combate à doença." /

Ministério da Saúde questiona eficácia do medicamento Tamiflu

PORTO ALEGRE - Levantamento preliminar realizado com pacientes graves com suspeita ou confirmação de gripe suína (http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_toprebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) no Rio Grande do Sul levou o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual a relativizarem a importância do oseltamivir (Tamiflu) no combate à doença.

Agência Estado |

Os dados mostram que o número de mortes foi semelhante entre os doentes que receberam o remédio nas primeiras 48 horas, como recomenda a bula, e após esse período.

De um total de 83 pacientes avaliados, 36,1% foram medicados com o Tamiflu nas primeiras 48 horas, 38,5% depois desse período e 25,3% não o receberam. No entanto, os dois primeiros grupos tiveram número semelhante de mortos: 12 e 14, respectivamente. Entre aqueles que não tomaram a droga houve apenas seis mortes. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson Penna, os dados desfazem o mito em torno do remédio. "Só o que salva é a vacina", afirmou durante evento sobre a gripe no último sábado, em São Paulo.

O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, informou, em entrevista por telefone, que o estudo será ampliado e trará mais detalhes. Ele disse que, até o momento, só há evidências, em literatura científica, de que o medicamento reduz um pouco a duração dos sintomas. "Você não tem um trabalho ainda que mostre que diminui o número de mortes."

A infectologista Nancy Bellei, do comitê de influenza da Sociedade Brasileira de Infectologia, alerta, porém, que o pequeno número de casos avaliados dificulta conclusões. A especialista destaca ainda que são necessários mais detalhes, como o estado e as características dos pacientes de cada grupo. "Em pacientes graves é possível que o antiviral não mude o curso da doença."

Terra negou que a falta de remédio possa explicar o porcentual que não tomou a droga ou que a recebeu fora do prazo estipulado na bula. Para ele, esses pacientes demoraram a buscar auxílio. Até agora, foram distribuídos cerca de 824 mil tratamentos no País, de acordo com o secretário do ministério.

Penna, porém, reconheceu no evento em São Paulo que há dificuldades logísticas que precisam ser superadas para a chegada de remédios. Segundo o secretário, a malha aérea brasileira, com poucos voos para determinadas regiões, dificulta a descentralização da distribuição de tratamentos.

Em boletim divulgado nesta quarta-feira, o ministério confirma a tendência de queda de casos graves pela quinta semana consecutiva. O número de 35 notificações foi 65 vezes menor do que o registrado no início de agosto. No total, foram notificados desde abril 9.249 casos e 899 mortes, o que coloca o País em quinto lugar no ranking mundial de mortalidade pela doença. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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