SÃO PAULO - A Secretaria de Saúde de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, confirmou a primeira morte causada pela gripe suína (http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_toprebatizada de gripe A H1N1 pela OMS).

AE
Pessoas usam máscaras por precaução
A vítima, um homem de 36 anos, foi internada com os sintomas da gripe e morreu nesta terça-feira. O filho do paciente também foi infectado, mas já teve alta e passa bem.

Em Guaratinguetá, também no interior do Estado, a prefeitura informou que um menino de 7 anos morreu em decorrência da gripe no último dia 27.

De acordo com o comunicado da Secretaria de Saúde, a família da vítima passa bem e está sendo monitorada pela Vigilância Epidemiológica do município.

Pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou 162.380 casos de "gripe suína" em 168 países (incluindo territórios ultramarinos e comunidades) até o último dia 31. Foram confirmadas 1.154 mortes no período.

Todos os continentes foram afetados pela pandemia, de acordo com a OMS. Até o último dia 26, foram detectados seis casos da doença resistentes ao oseltamivir (princípio ativo do medicamento usado no combate à gripe suína). Os casos foram registrados na Dinamarca, em Hong Kong, no Canadá e no Japão, que teve três casos resistentes. Os seis pacientes recuperaram-se da doença.

Protocolo para Tamiflu é o mesmo

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta terça-feira que o Ministério da Saúde não flexibilizou o protocolo para indicação do tratamento da gripe suína  com o antiviral oseltamivir (com nome comercial de Tamiflu).

"Não há nenhuma flexibilização, o protocolo não muda em absolutamente nada", ressaltou o ministro, ao pedir para fazer um pronunciamento antes da entrevista coletiva concedida em Curitiba.

"Apenas o Ministério da Saúde está acrescentando no seu protocolo que toda e qualquer prescrição fora do padrão que o ministério estabelece, a decisão tem que ser tomada em conjunto pelo médico responsável, pela autoridade sanitária local, imaginando que possam existir situações muito específicas que justifiquem condutas A, B ou C", continuou. "São exceções, não rotinas; excepcionalidade, não o dia a dia." De acordo com ele, esse adendo foi colocado a pedido das sociedades médicas e dos especialistas.

Temporão ressaltou ter visto a informação sobre a flexibilização em noticiários da televisão e em jornais. "Quero dizer em alto e bom som que isso não existe, não sei de onde surgiu esse ruído", repetiu. Ele acentuou que isso precisava ficar bem claro, a fim de evitar que a população tenha a "falsa impressão" de que agora todo mundo com sintoma de gripe vai poder pegar o remédio e se tratar. "Não vai acontecer isso, porque seria uma situação de grave irresponsabilidade", acrescentou.

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