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Cristina Kirchner diz que é precipitado medir o impacto da gripe suína

BUENOS AIRES - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse nesta quarta-feira que ainda é cedo para calcular o impacto da epidemia de gripe suína (rebatizada http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/04/30/oms+decide+mudar+nome+da+gripe+suina+5867916.html target=_topde gripe A H1N1) no país, que com 137 mortes é o segundo do mundo em quantidade de vítimas fatais da doença.

Reuters |


Em pleno inverno do hemisfério sul, a Argentina luta para conter o avanço da nova cepa de influenza, cujo surto encheu os hospitais de pacientes e desencadeou uma onda de temor e confusão entre a população.

"Se levarmos em conta que morreram 4 mil pessoas por ano das doenças de tipo influenza, é apressado fazer um diagnóstico se somos o primeiro, o segundo ou o terceiro país. Não gosto de classificações", disse Cristina Kirchner, durante um ato público em Buenos Aires. "A Argentina subiu no ranking porque é a que realmente conta todos os números", acrescentou.

Nesta quarta-feira, Buenos Aires sedia um encontro de ministros da Saúde de seis países sul-americanos para analisar medidas relacionadas à região. Além da nação anfitriã, estarão representados Brasil, Bolívia, Chile, Uruguai e Paraguai.

As autoridades argentinas foram criticadas por levar adiante uma eleição nacional legislativa quando a doença já tinha se instalado no país e também por uma falta de coordenação em âmbito nacional que levou inúmeros distritos a adotar medidas de distinta gravidade de forma unilateral. Essa deficiência foi reconhecida pelo ministro da Saúde, Juan Manzur.

As aulas foram suspensas no país todo por um mês, um período que inclui as férias de inverno, e várias províncias declararam emergência sanitária.

O Departamento de Estado enviou na terça-feira uma mensagem de alerta aos cidadãos norte-americanos considerados entre os grupos de risco para que consultem seus médicos antes de viajar à Argentina.

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