rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). Contrariando a recomendação da Secretaria de Estado de Saúde para que as aulas só voltem dia 17 de agosto, o colégio foi um dos que optaram por manter o calendário escolar." / rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). Contrariando a recomendação da Secretaria de Estado de Saúde para que as aulas só voltem dia 17 de agosto, o colégio foi um dos que optaram por manter o calendário escolar." /

Contando espirros e atentas à higiene, escolas voltam às aulas em São Paulo

SÃO PAULO ¿ No Colégio J. R. Passalacqua, na zona sul da capital paulista, uma faxineira fica de plantão na porta dos banheiros durante o intervalo. Atenta, verifica se todos os alunos lavaram as mãos e passaram gel bactericida antes de sair. Essa é uma das medidas tomadas pela escola como forma de prevenir a ¿gripe suína¿ (http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_toprebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). Contrariando a recomendação da Secretaria de Estado de Saúde para que as aulas só voltem dia 17 de agosto, o colégio foi um dos que optaram por manter o calendário escolar.

Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo |

Bebedouros agora ficam lacrados e, na entrada e pelos corredores do colégio, alunos encontram potes com álcool em gel 70. Nas paredes de todas as salas, dicas de como se prevenir da doença, entre elas lavar as mãos com água e sabão, não compartilhar copos e talheres e evitar contatos próximos, com beijos e abraços.

Agência Brasil
Crianças aprendem como se proteger da gripe em escola de Brasília

A escola está esterilizada e, como não tivemos nenhum caso da gripe, mantivemos as aulas, afirma a orientadora educacional Neumara Porto Prebianchi. Segundo ela, a escola tem crianças a partir de um ano, que ficam em período integral. Essas continuaram frequentando o colégio inclusive nas férias.

Para garantir a segurança, professores são orientados a acionarem os pais dos alunos a qualquer sinal de gripe. Não podemos assumir o risco. Se verificamos qualquer sintoma encaminhamos para os pais. Depois, só volta a ter aula com um laudo médico, afirma o professor de história Ricardo Cacuro.

Espirrou uma vez tudo bem, duas, três, quatro, já ficamos de olho, acrescenta a professora de português Márcia Bianchini, de 44 anos. Para ela, 15 dias não irão fazer diferença no controle do vírus. Não dá para precisar quem vai pegar, diz.

Neurose

A inspetora de alunos Valéria Cristina Ramos, de 44 anos, vai além e acha que os cuidados com a gripe já viraram neurose. As pessoas vão deixar de frequentar shoppings e supermercados por causa da gripe?, questiona. É uma gripe como qualquer outra, o pessoal está ficando neurótico.

Pais aprovam

A dona de casa Cieli Paladino de Matos, de 47 anos, mãe de Beatriz, de 11 anos, considera que, se a filha não está resfriada, não tem motivo para faltar à escola. Mas, não abre mão de orientá-la. Sempre falo: Bia se você tem um amigo resfriado não fica muito perto e não precisa beijar as pessoas toda hora, na entrada e saída, brinca.

Antes mesmo de qualquer notícia sobre a "gripe suína", Beatriz já tinha por hábito sair de casa sempre com seu gel bactericida na mochila. Isso para poder sempre higienizar as mãos mesmo quando não houver nenhuma torneira por perto.

Para o comerciante Luís Paulo Ferreira, de 55 anos, que tem três filhos no colégio, há um exagero em torno da questão. Para ele, não é faltando à escola que os jovens estarão protegidos. Este final de semana mesmo busquei meus filhos numa festa na Vila Olímpia, que estava lotada. Ninguém parecia preocupado com a gripe, afirma.

Escolas retornam as aulas nesta segunda-feira; veja:


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