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Colégios se preparam para conter gripe suína ; governo decide hoje novas medidas

A rotina escolar da filha do escriturário Carlos Eduardo Ferreira mudou no início deste mês. As aulas da menina de 4 anos foram suspensas por uma semana e meia depois que um caso de ¿gripe suína¿ foi confirmado no colégio onde ela estuda, na zona oeste do Rio de Janeiro. Assim como essa instituição de ensino, várias escolas do País suspenderam as atividades ou anteciparam as férias em virtude da doença. Tais medidas acalmaram os pais, mas só momentaneamente, visto que o fim do recesso escolar traz consigo novas inseguranças para os responsáveis.

Anderson Dezan, repórter do Último Segundo no Rio |

Nos últimos dias, a alta do número de casos da doença reforçou a apreensão dos pais. Até esta quarta-feira, 29 mortes causadas pela nova gripe haviam sido confirmadas no País. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão do vírus ocorre de forma sustentada, ou seja, o vírus já circula independentemente de infectados terem tido contato com pessoas que vieram do exterior. Sabendo disso, algumas escolas já vêm tomando precauções para evitar um possível surto da doença entre seus estudantes.

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Aumento do número de casos de "gripe suína" assusta pais

Medidas preventivas

Esse é o caso do tradicional Colégio Santo Inácio, localizado na zona sul do Rio de Janeiro, que suspendeu as aulas de seus cinco mil alunos no final de junho após ter dois casos de gripe suína confirmados na instituição. Atualmente, as instalações do colégio passam por uma limpeza profunda e novos procedimentos de higienização foram adotados no dia a dia. Os aparelhos de ar condicionado ficam desligados e as salas da escola estão sempre com as portas e janelas abertas, facilitando a ventilação de ar.

A coordenação da escola também possui um levantamento dos alunos que viajaram no recesso, para monitoramento posterior. Todos os estudantes foram orientados a não ir para locais com grande incidência da doença e, aqueles que fizeram viagens, devem permanecer em casa por oito dias após o retorno, conforme orientação dos órgãos de saúde.

Medidas semelhantes foram adotadas pela Escola Parque, também na zona sul, e pelo Centro de Educação e Cultura, na zona oeste, onde a filha de Carlos Eduardo Ferreira estuda. Nessas instituições os alunos, professores e funcionários são orientados a lavarem as mãos três vezes por dia, todas as janelas ficam abertas e somente copos descartáveis são usados. Crianças que apresentam os sintomas gripais devem ficar em casa.

A direção da escola enviou uma circular informando todas as ações que estavam sendo tomadas por causa da doença, tranquilizando os pais. No entanto, a suspensão das aulas acabou alterando o calendário de férias da minha filha, disse Ferreira.

Procuradas pela reportagem do Último Segundo , as secretarias de Saúde do Rio Grande do Sul e de São Paulo, Estados que possuem o maior número de mortes e casos confirmados por gripe suína, informaram que ainda não definiram as orientações para o retorno às aulas.

O governo decide ainda nesta quinta-feira se vai determinar a prorrogação das férias escolares na rede pública para prevenir o aumento do contágio do vírus da "gripe suína" entre estudantes.

Técnicos do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação se reúnem para definir em quais municípios as férias serão mais longas e para formular um guia com orientações para pais e responsáveis será divulgado.

Orientações

De acordo com o Ministério da Saúde, as ações de prevenção adotadas pelas instituições de ensino estão corretas. O órgão informa que as medidas são válidas não apenas para o dia a dia escolar, como também para o da sociedade em geral. De acordo com o ministério, as pessoas devem proteger com lenços a boca e o nariz ao tossir e espirrar, manter os ambientes ventilados e higienizar as mãos com água e sabonete antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz e após tossir, espirrar ou usar o banheiro.

O Ministério da Saúde também informou que está em contato com o Ministério da Educação e as secretarias de educação estaduais, para definir uma estratégia conjunta em relação à "gripe suína". De qualquer forma, na volta às aulas, os estudantes que estiverem com os sintomas de gripe devem procurar um médico e ficar em casa.

Para o governo, a suspensão das aulas nos colégios só se faz necessária quando essa orientação parte da Vigilância Sanitária. Isso geralmente ocorre quando os educadores e responsáveis pelas escolas observam um aumento do número de crianças doentes com síndrome gripal ou com absenteísmo pela mesma causa. Em relação às máscaras, o Ministério da Saúde também faz um alerta em relação ao critério de utilização.

As máscaras de proteção respiratória devem ser usadas pelos pacientes com suspeita de Influenza A e por familiares e visitantes que tenham contato com paciente com infecção, além de todos os profissionais de saúde e suporte técnico que prestam assistência direta ao paciente, assim como pessoas que trabalhem nos laboratórios, informa o órgão em nota.

(*Com informações da Agência Brasil)

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