RIO DE JANEIRO - Secretarias de Saúde do Brasil confirmaram nesta quinta-feira mais sete mortes de pacientes infectados pela gripe suína http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_top(rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). Um caso foi confirmado no Rio Grande do Sul pela manhã e quatro durante a tarde; outras duas novas mortes foram contabilizadas nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. No total, onze pessoas morreram em decorrência da doença no País.

AE
Enfermeira distribui panfletos em Osasco

Enfermeira distribui panfletos em Osasco

O Gabinete Integrado de Emergência para a "gripe suína" no Rio de Janeiro informou que o Estado registrou a primeira morte de um paciente infectado pelo vírus. A vítima é uma mulher de 37 anos, que morreu na última terça-feira, mas o resultado do exame só foi divulgado nesta quinta.

Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, a paciente estava internada em um hospital privado havia sete dias. Ela passou a apresentar sintomas no último dia 2 - febre, mialgia, tosse, dor de garganta e cefaléia - e foi medicada.

Ainda de acordo com a secretaria, no dia 7 ela procurou o hospital onde permaneceu internada, até que seu quadro se agravou e ela não resistiu. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) já está investigando os contatos da paciente.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, ela não tinha viajado ao exterior recentemente e nem tido contato com alguém que tivesse ido a países com registros da doença.

São Paulo e Rio Grande do Sul

Em São Paulo, a Secretaria de Saúde do Município de Osasco também informou nesta quinta que a cidade teve mais um óbito em decorrência da gripe suína .

Esta foi a segunda morte causada pela doença na cidade. No dia 30 de junho uma menina de 11 anos morreu infectada pelo vírus, e seu caso é o primeiro que sustenta a evidência de que o vírus da influenza A H1N1 está em circulação no País .

No Rio Grande do Sul, cinco mortes em decorrência da nova gripe foram registrados nesta quinta-feira. Os locais de contaminação seguem em investigação, exceto o caso de Uruguaiana, onde, nesta madrugada, um caminhoneiro de 35 anos morreu na Santa Casa da cidade.

Segundo a secretaria do município, o homem era obeso e começou a sentir os sintomas da "gripe suína" em Porto Xavier (que faz fronteira com a Argentina), no dia 29 de junho, quando recebeu os primeiros atendimentos médicos. No último dia 5, ele procurou um hospital em Itaqui, tendo sido transferido para Santa Casa de Uruguaiana, com quadro de pneumonia bilateral, onde morreu.

Na cidade de Passo Fundo foram confirmadas as mortes de um comerciante, no dia 8 de julho, de 42 anos, que apresentava histórico de hipertensão arterial, e, no dia 10, de um garçom, de 30 anos, que também era hipertenso.

Um das vítimas de Santa Maria, o segurança Diogo Carvalho, de 26 anos, viajou para o Uruguai e morreu na quarta-feira, dia 8. Segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, ele não tinha problemas de saúde. A segunda pessoa morta na cidade é Lucídio Pompeu Klein, de 36 anos, operador de manutenção, funcionário do Hospital Universitário, que morreu na madrugada do dia 11 para o dia 12. Ele não havia viajado ao exterior e era diabético e cardiopata.

Investigação

As autoridades sanitárias brasileiras ainda estão investigando uma morte por "gripe suína". Ainda não está clara a forma de contaminação do paciente de Botucatu (SP), de 28 anos, morto na sexta-feira. Já a menina de Osasco (SP), de 9 anos, que morreu dia 30, contraiu o vírus sem ter contato com pessoas que estiveram no exterior e esse é o primeiro indício de que a transmissão do vírus é sustentada no País .


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