Barracas do Exército serão usadas em Osasco para atender casos suspeitos

SÃO PAULO - O aumento na procura por atendimento médico de casos suspeitos de infecção pelo vírus da gripe suína, em Osasco, na Grande São Paulo, levou o secretário municipal, Ewandro Ruck, a pedir ajuda ao Comando Militar Sudeste.

Agência Brasil |

Barracas do Exército deverão ser montadas até esta quarta-feira (22), em três unidades onde há maior demanda de pacientes: Hospital Municipal Central Antônio Giglio e os pronto-socorros do Jardim Santo Antônio e Jardim Helena Maria.

Segundo a assessoria de comunicação do Comando Militar Sudeste, o auxílio será apenas de material cedido. Por meio de nota, a assessoria de imprensa da prefeitura de Osasco informou que o atendimento nas barracas será exclusivo às pessoas que apresentarem sintomas da gripe como febre, tosse e falta de ar, como forma de uma triagem inicial. Com essa medida, a secretaria municipal de Saúde de Osasco pretende separar esses pacientes dos demais que buscam tratamento para outros tipos de enfermidade.

Desde abril até esta segunda (20), a prefeitura de Osasco registrou 16 casos confirmados de influenza A (H1N1), dos quais dois resultaram em mortes. No momento, 32 pessoas estão sendo monitoradas. Ainda como medida de prevenção, foram distribuídos 180 mil folhetos com informações sobre a nova gripe e criado um serviço de informações por meio do telefone: 0800-7744644.

No Hospital Sino-Brasileiro, da rede particular, a procura por atendimento cresceu 15% na primeira quinzena de julho, em comparação a igual período do ano passado.

A coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, Clélia Maria de Aranda, publicou artigo em que alerta para o fato de Osasco ter registrado a transmissão sustentada - casos em que a vítima não viajou para o exterior e nem teve contato com infectados fora do País - mas que isso não deve ser, em nenhuma hipótese, motivo para pânico.

Segundo ela, os casos de contaminação pelo vírus Influenza H1N1 tem causado mortes da mesma forma como já ocorre na chamada gripe sazonal A médica aponta que a diferença é o fato de a nova doença ter mais visibilidade e ainda por ser um problema de saúde recente.

Ela recomenda a procura de atendimento médico se a pessoa apresentar os sintomas como febre, tosse, dor de garganta, coriza, dores no corpo ou desconforto respiratório. Também observa que o medicamento Oseltamivir só será utilizado em pacientes graves ou com um quadro de complicações, especialmente, no tratamento de crianças menores de 2 anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes e pacientes imunodeprimidos.

Clélia Maria sugere que, diante de diagnósticos que identifiquem o contágio tanto do vírus Influenza H1N1 quanto da gripe comum, é fundamental adotar hábitos de higiene como usar lenços para espirrar ou tossir, lavar as mãos, além de repousar, beber bastante líquido e manter uma alimentação saudável.

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