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Argentina declara alerta sanitário por gripe suína em porcos

BUENOS AIRES - A Argentina declarou nesta sexta-feira alerta sanitário nacional após ter sido detectado o vírus da gripe suína em porcos da província de Buenos Aires.

Redação com agências internacionais |


"Foram detectados casos clínicos de influenza A (H1N1) em uma granja de porcos da província de Buenos Aires, confirmados por exames laboratoriais", disse o governo em comunicado.

"O serviço saniário precisa de verbas para comprar equipamento e para afrontar os gastos para atender os casos em que apareça (a doença) nos animais. Por isso, foi declarado este alerta", disse à Reuters um porta-voz da Secretaria Nacional de Saúde (Senasa).

A resolução, publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial, estabelece o fortalecimento das medidas de controle, diagnóstico, prevenção e vigilância das criações de porcos.

O serviço sanitário argentino recomendou aos produtores agropecuários evitar a presença de pessoas com sintomas de gripe em seus estabelecimentos, para prevenir o contágio dos porcos.

A resolução oficial afirma que existem antecedentes da transmissão da doença de humanos a suínos. No início de julho, as autoridades sanitárias disseram que havia suspeita de contágio de dois trabalhadores de uma granja para porcos infectados, mas não foi possível comprovar se os humanos portavam o vírus.

As autoridades estabeleceram restrições em um raio de 3 quilômetros para conter a expansão do vírus neste estabelecimento, o segundo na província de Buenos Aires com casos da gripe em porcos.

Além disso, o Senasa insistiu em lembrar à população que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de porco e seus derivados. Depois dos EUA, a Argentina é o país com maior quantidade de mortes pela gripe suína.

OMS

Nesta sexta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que a "gripe suína" se propaga a uma "velocidade sem precedentes". Em comunicado, a organização afirmou que "nas pandemias anteriores, os vírus gripais precisaram de mais de seis meses para se propagar tanto quanto o novo vírus A (H1N1) se propagou em menos de seis semanas".

Nesse sentido, afirmou que, em muitos países com transmissão sustentada do vírus, está sendo "extremamente difícil, se não impossível", confirmar cada caso mediante exames de laboratório.

Agora, a OMS considera que contabilizar os casos individuais não é mais necessário para que os países com grande quantidade de infectados possam avaliar o nível de risco do novo vírus e determinar as medidas apropriadas.

Por essa razão, a organização afirmou que não divulgará mais relatórios sobre o número global de casos confirmados de gripe suína por países, mas informará regularmente quando novos países forem atingidos.

A organização continuará pedindo que esses países informem sobre os primeiros casos que forem verificados e que, na medida do possível, forneçam dados semanais e uma descrição epidemiológica dos pacientes.

Embora os especialistas da OMS tenham insistido que a pandemia se caracteriza, até agora, por sintomas leves na grande maioria de casos, ELES destacaram que é preciso manter sob vigilância os grupos nos quais apareçam casos mais graves ou fatais. Do mesmo modo, aconselhou que se continue observando qualquer mudança no modo de contágio.

(Com informações de Reuters e EFE)

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