América Latina já soma dois terços das mortes por gripe suína no mundo

O número de casos fatais da gripe suína na América Latina chegou a 480 nesta quarta-feira, dois terços do total mundial, depois que Chile e Argentina anunciaram dezenas de novas mortes nas últimas horas, enquanto uma onda de frio avança sobre a região.

Redação com AFP |


No Chile, as autoridades de saúde reportaram na terça-feira um aumento de 70% no número de óbitos, passando dos 40 anunciados na sexta-feira passada para 68. No entanto, o ministro da Saúde chileno, Alvaro Erazo, explicou que isto não significa que 28 pessoas tenham morrido neste período.

"Os exames estão sendo liberados pouco a pouco, por isso o aumento. Mas a tendência que temos observado é a diminuição dos casos graves e também do número de mortes", disse Erazo à AFP.

A Argentina é o país da América Latina com o maior número de casos fatais da gripe A, com 165. O México, considerado foco original da pandemia, registrou 138 óbitos até agora. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 pessoas já faleceram em decorrência da doença.

Na América Latina, 17 países contabilizam 480 óbitos por gripe suína até agora.

Para piorar a situação, o inverno no hemisfério Sul favorece a propagação da doença. Uma onda de frio cobriu dois terços do território argentino e partes de outros países da região nesta quarta-feira, com temperaturas abaixo de zero e neve nas áreas mais altas de Santiago do Chile.

No Brasil, onde já são 20 as mortes confirmadas por gripe suína, a preocupação está na região Sul, e o exército colabora no controle das fronteiras por considerar ser lá a principal porta de entrada da doença no país.

Na Bolívia, as autoridades recomendam que as famílias das vítimas da gripe A evitem organizar velórios.

"É necessário isolar o cadáver em uma bolsa de biossegurança, procedendo posteriormente ao enterro ou cremação. Não é recomendado fazer velório, por ser um local onde o vírus pode se propagar", declarou o diretor do Serviço de Saúde de La Paz, David Laura.

No Peru - que já registra 14 mortos - as autoridades sanitárias estimaram que a gripe alcançará seu ponto mais alto em agosto, mês mais frio do ano, e deve começar a declinar em setembro, com a chegada da primavera.

O tradicional desfile militar do dia 29 de julho, quando os peruanos comemoram o dia da pátria, foi suspenso.

Na Costa Rica, que já contabiliza 12 mortes, a mesma decisão foi tomada em relação à romaria dos devotos da Virgem de Los Angeles: a basílica de Nuestra Señora de los Angeles ficará fechada no período da peregrinação para "desestimular os peregrinos que insistirem em vir", anunciou a ministra da Saúde costarriquenha, María Luisa Avila.

As autoridades de saúde da América Latina estão aplicando uma série de medidas para tentar mitigar a propagação do vírus, como a extensão das férias escolares e universitárias e o cancelamento de eventos públicos, onde as chances de contágio se multiplicam.

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