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América do Sul evita discutir números e se concentra em prevenção da gripe

BUENOS AIRES - As autoridades de saúde de seis países da América do Sul acordaram, nesta quarta-feira, optar por um olhar qualitativo sobre a gripe suína http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_top(rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS) e concentrar esforços na prevenção e fornecimento de vacinas, em vez de discutir a disparidade entre números oficiais sobre a expansão da doença.

EFE |

Na reunião, convocada pela Argentina - país com mais mortes pela gripe na região -, responsáveis pelo setor de saúde de Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai compartilharam sua preocupação com a evolução do vírus, segundo indicou em coletiva de imprensa o ministro da Saúde argentino, Juan Manzur.

Manzur afirmou que há uma "porcentagem alta" de circulação do vírus na região, que é de entre "85% e 90%" do total de casos reportados de diversas variedades da influenza.

O ministro disse também que existe uma preocupação comum na região, pois "muita da produção da vacina" contra a gripe "já está comprometida", preocupação que levou a Organização Pan-americana da Saúde (OPS) a se comprometer a assegurar o fornecimento.

Números

Os sul-americanos tiveram dificuldades para explicar, em coletiva de imprensa, as disparidades nos números oficiais sobre como a pandemia afeta cada país.

A chefe da Divisão de Prevenção e Controle de Doenças do Chile, Cecilia Morales, reconheceu que "há algumas diferenças nas formas em que se notificam e confirmam os casos da gripe", mas que se tem que ir além dos números e ter um olhar mais qualitativo sobre a situação.

Em uma videoconferência com os funcionários, a diretora da OPS, Mirtha Roses, considerou que "o número de casos confirmados pelos países reflete cada vez menos a situação real de transmissão" da doença.

Por essa razão, disse que a OPS "decidiu mudar seu sistema de monitoração da pandemia enfatizando o uso de indicadores qualitativos que falam da dispersão geográfica e do impacto nos serviços de saúde".

Roses afirmou também que as recomendações de evitar viajar para regiões afetadas "já não protegem mais os cidadãos, não contêm o surto e não previnem a disseminação internacional".

A diretora da OPS assinalou também que "as medidas de fechamentos de escolas e suspensão de atividades devem ser cuidadosamente avaliadas em cada contexto".

Além disso, lembrou que as "mensagens ao público devem ser coerentes, claras, concisas e oportunas".

2º país em mortes

A Argentina informou nesta terça-feira sobre 137 mortos pela gripe, com o que superou o México e se tornou o segundo país do mundo com a maior quantidade de vítimas da doença.

Segundo as autoridades argentinas, há 3.056 casos confirmados por laboratório, embora os infectados possam chegar a 100 mil.

No Chile, os números oficiais apontam 33 mortos e 10.491 infectados, enquanto no Brasil há 1.027 doentes e quatro vítimas da gripe.

No Uruguai os últimos dados oficiais assinalam 72 casos confirmados e 15 mortos. Já a Bolívia tem duas mortes e 545 casos, e o Paraguai, seis e 150, respectivamente.

Os Estados Unidos lideram o número de mortos no mundo pela doença, com 211, além de 37.246 pessoas infectadas. O México teve 124 mortes e confirmou 12.521 doentes.

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que recebeu em Buenos Aires os responsáveis sul-americanos, ressaltou hoje que seu país está entre os mais afetados porque "divulga os números reais".

Segundo fontes oficiais consultadas pela Agência Efe, a posição da Argentina no trágico ranking se explica, em parte, porque o país "não discrimina na contagem mortos por outras patologias que também tinham gripe e os mortos pela gripe sem doenças anteriores".

O ministro da Saúde boliviano, Ramiro Taipa, ratificou em Buenos Aires que seu país não fechará a fronteira com a Argentina, mas que reforçará os controles para evitar a transmissão da doença.


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