16/07 - 10:42, atualizada às 11:33 16/07 - Redação
PORTO ALEGRE - Um caminhoneiro, de 35 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira na Santa Casa de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, em consequência da "gripe suína" (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde de Itaqui.
Segundo a secretaria, o caminhoneiro começou a sentir os sintomas da nova gripe em Porto Xavier (que faz fronteira com a Argentina), no dia 29 de junho, quando recebeu os primeiros atendimentos médicos. No último dia 5, ele procurou um hospital em Itaqui, tendo sido transferido para Santa Casa de Uruguaiana, com quadro de pneumonia bilateral, onde morreu.
Mortes no Brasil
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Enfermeira distribui panfletos em Osasco |
A terceira morte no Brasil foi divulgada na segunda-feira no Rio Grande do Sul. Um menino de nove anos, portador de uma doença crônica, morreu no dia cinco de julho no Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Ele havia sido infectado pelo seu irmão, que pegou a doença de uma professora que viajou para a Argentina.
No dia 10 de julho foi confirmada a segunda morte, que ocorreu dia 30 de junho. A vítima foi uma menina de 11 anos, na cidade de Osasco, em São Paulo. O pai da garota está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas para tratamento da doença. Nesta terça, foi divulgado que seus primos também foram contaminados.
A primeira morte confirmada por "gripe suína" no País foi registrada no final de junho, no Rio Grande do Sul. Um caminhoneiro de Erechim, que havia voltado de uma viagem de sete dias à Argentina, começou a apresentar os sintomas da doença logo chegou ao País. Mesmo tendo sido assistido, ele não resistiu e morreu.
Casos investigados
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Funcionário faz análise do vírus |
Se os mecanismos de contaminação não ficarem definidos, o País poderá declarar que já há transmissão comunitária ou sustentável da "gripe suína". Não há prazo estipulado para que a investigação seja concluída, informou o Ministério da Saúde.
O rapaz de Botucatu teria encontrado pessoas vindas do Chile. Para ser caracterizado o vínculo, é preciso que o contato entre paciente e transmissor tenha sido próximo. No caso da estudante, também há dúvida. Uma professora dela teria ido à Argentina. Mas isso ocorreu no período das férias e não teria havido contato entre elas. Segundo a secretaria de Estado de Saúde, há em São Paulo pelo menos cinco pacientes em estado grave, em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
A declaração de transmissão sustentada é considerada questão de tempo. Com o inverno e o aumento do número de doentes na Argentina e no Chile, o número de casos suspeitos e confirmados de gripe suína no País aumentou. De acordo com o boletim divulgado na quarta-feira, são 1.175 casos confirmados da enfermidade.
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