Alcides busca apoio de lideranças empresariais para obter autorização da Assembleia

Na tarde de hoje, sete entidades empresariais prestigiaram a assinatura do acordo de intenções para o repasse de R$ 3,728 bilhões da Eletrobras para a Celg.

Alcides também conta com o apoio de autoridades ligadas ao governo federal.

Em visita a Goiânia, o ministro Guido Mantega pediu que o acordo não fosse visto pelo viés político.

“A Celg tem um problema de endividamento e nós conseguimos uma equação para que saia dessa situação. Não vejo nenhum caráter partidário nessa questão”, disse o ministro”.

Por trás do discurso protocolar de Mantega, há o interesse direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de impedir a eleição do senador Marconi Perillo (PSDB). Faltam menos de cinco meses para o fim da gestão Alcides Rodrigues.

O presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Paulo Teles, avalia que o acordo recobra a credibilidade da empresa no mercado. “O investidor agora sabe que hoje foi feita a recuperação da empresa”.

Além de Perillo, outro candidato ao governo também se mostra contrário à negociação: Iris Rezende (PMDB) diz preferir que o acordo fosse fechado pelo próximo governador. Juntos, PSDB e PMDB têm maioria na Assembleia.

Hoje também foi escolhido o relator do processo. Caberá ao deputado tucano Daniel Messac recomendar a autorização ou a negativa ao pedido de empréstimo.

Messac era, até há poucos meses, secretário extraordinário do governo Alcides Rodrigues. O parlamentar diz que, por se tratar de um projeto polêmico, vai tirar o tempo necessário para sua análise.

A Assembléia Legislativa realizará audiências públicas para discutir o assunto. A negociação prevê repasse de 6% das ações da empresa para a Eletrobras, que responderá pela gestão da Celg.

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