Crise no Hospital Regional Rosa Pedrossian leva deputado da oposição a cobrar providências imediatas do governador reeleito

A crise do Hospital Regional Rosa Pedrossian, em Campo Grande, promete ser o primeiro grande embate político do novo governo André Puccinelli, que só começa no dia 1º de janeiro de 2011.

Em discurso da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) denunciou as condições precárias em que funciona o estabelecimento.

Cirurgias eletivas suspensas ou adiadas e leitos reduzidos fazem parte do cenário traçado por Kemp, ao atribuir a responsabilidade pela situação ao governo do Estado, que teria determinado “redução de despesas” na Saúde.

Evasivo, Puccinelli teria se limitado a afirmar que “as cirurgias eletivas não foram suspensas” e que “não corte de verbas, mas que o Governo dispõe de recursos para a finalidade”.

Para o deputado petista, porém, a questão relevante no episódio seria “a falta de prioridade” dada à Saúde.

“Não é possível o governo ficar com dinheiro guardado enquanto as pessoas precisam de atendimento”, criticou o parlamentar.

No momento, o Hospital Rosa Pedrossian passa por uma reestruturação interna, devido à perda de servidores, o que o obrigou a priorizar cirurgias de pacientes graves, com problemas oncológicos e cardíacos.

O diretor técnico do hospital Alexandre Frizzo admite o problema com pessoal e a dificuldade de encontrar rapidamente no mercado pessoal qualificado para preencher as funções.

Frizzo diz que as cirurgias estão sendo feitas à medida que há “leitos disponíveis”.

Segundo ele, a suspensão das cirurgias eletivas durou apenas dois dias, tempo necessário para que fosse promovida a reorganização interna dos funcionários.

 Com informações do site Campo Grande News

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