Controladores entraram em greve em meio à disputa sobre condições de trabalho e após governo aprovar privatização de aeroportos

Passageiros esperam por notícias sobre seus voos no terminal T4 do aeroporto de Barajas, Madrid
AP
Passageiros esperam por notícias sobre seus voos no terminal T4 do aeroporto de Barajas, Madrid

MADRI - O Governo espanhol pediu ao Ministério da Defesa que se encarregue do controle de tráfego aérea após o motim dos controladores que causou caos os aeroportos, informaram fontes do Ministério de Fomento.

A decisão foi tomada depois que os controladores aéreos abandonaram na tarde desta sexta-feira seus postos de trabalho, o que causou o fechamento de todo o espaço aéreo da Espanha (com exceção da região da Andaluzia), afetando cerca de 250 mil passageiros de voos nacionais e internacionais.

Dentre os motivos apontados para a greve, estão uma longa disputa sbre condições de trabalho e a a aprovação pelo primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, de uma medida de austeridade para privatizar parcialmente os aeroportos de Barcelona e Madri.

Em virtude dessa decisão, a atividade dos controladores ficará sob organização, planejamento, supervisão e controle do Ministério da Defesa e o descumprimento por parte dos controladores aéreos será considerado uma infração da Lei de Segurança Aérea.

Comandantes militares se dirigem aos aeroportos de Madri, Barcelona, Sevilha e Ilhas Canárias para supervisionar toda a gestão do tráfego aéreo, informaram à Agência Efe fontes do Ministério da Defesa.

Outros controladores da Aeronáutica se incorporarão de forma imediata a oito aeroportos de uso partilhado civil-militar.

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