Google deve começar a vender livros digitais neste inverno

San Francisco, 4 mai (EFE).- O cada vez mais disputado setor da publicação digital está a ponto de ganhar um novo concorrente, o Google, que começará a vender livros eletrônicos neste verão, um negócio dominado atualmente pela Amazon e pela Apple.

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San Francisco, 4 mai (EFE).- O cada vez mais disputado setor da publicação digital está a ponto de ganhar um novo concorrente, o Google, que começará a vender livros eletrônicos neste verão, um negócio dominado atualmente pela Amazon e pela Apple. Segundo alguns meio de comunicação do país, Chris Palma, responsável pelo desenvolvimento de conteúdo estratégico do Google, anunciou o plano em um evento para o setor editorial em Nova York. O Google informou que o novo serviço se chamará Google Editions e permitirá aos usuários, a partir de junho ou julho, descarregar cópias de livros que encontrem utilizando o serviço de busca da empresa. O que deve diferencia este serviço de outros distribuidores de livros eletrônicos é que os leitores poderão aceder ao título unicamente de forma online e lê-lo em qualquer aparelho com acesso a internet, mas não poderão descarregá-lo, por isso se espera que o título de cada cópia seja menor. Além disso, a empresa permitirá que outros distribuidores vendam livros do Google Editions em seus sites na internet e fiquem com parte do lucro. O Google ainda não divulgou os preços dos livros nem a data exata de início do serviço. Atualmente, os reis do setor são a Amazon, com sua loja virtual para Kindle, Sony e Apple, este último um recém chegado graças ao serviço iBookstore para o iPad. Este novo projeto é independente do Google Books, o controvertido plano do Google para escanear milhões de livros e criar uma imensa biblioteca online que já lhe custou várias disputas legais. A entrada do Google no mercado dos e-books supõe uma nova reviravolta em um setor em plena expansão, que deve crescer de maneira exponencial nos próximos anos. Segundo um relatório publicado há alguns meses pelo banco Credit Suisse, as vendas de livros eletrônicos passarão do um milhão de unidades registradas em 2008 para 32 milhões em 2014. Mas os usuários dos leitores eletrônicos não utilizarão apenas estes produtos para ler livros. Os analistas preveem um auge também da leitura de revistas e periódicos em formato digital. Em dezembro, cinco grandes editoriais de imprensa, Conde Nast Publications, Hearst Corp., Meredith Corp., News Corp. e Time Inc, que editam algumas das principais publicações em inglês como "The Wall Street Journal", a revista "Time" e a "Sports Illustrated", decidiram unir suas forças neste mercado. Sua intenção é se aliar para oferecer seus conteúdos em dispositivos eletrônicos como e-books e telefones celulares e conseguir, portanto, que o leitor pague, ainda que pouco, para acessar por eles. A aliança está focada na venda de jornais e revistas mas os cinco grupos não descartam que ela sirva também para a distribuição de livros e histórias em quadrinhos. EFE pg/pb

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