Animosidade entre investigadores de Rio e Minas era sentida até mesmo pelo adgovado do pai da vítima

O anúncio da transferência do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, e do amigo dele Luíz Henrique Romão (o "Macarrão") para Belo Horizonte ainda nesta quinta-feira (8) promete pôr fim a um clima de animosidade entre as polícias mineira e carioca. O chefe do Departamento de Investigações, Edson Moreira, criticou a demora para que a decisão fosse finalmente tomada pela Justiça do Rio.

Segundo Moreira, peças fundamentais da investigação, Bruno e Macarrão, têm que ser ouvidos o mais rápido possível em Belo Horizonte. O adiamento pode atrapalhar o curso das investigações, que já estariam 70% concluídas.

O delegado também foi questionado sobre o fato de Bruno e Macarrão terem sido transferidos da delegacia para Bangu II e, em determinado momento, ficarem juntos no mesmo carro. Foi cogitada a possibilidade de que isso poderia atrapalhar o trabalho da polícia mineira, já que os dois suspeitos poderiam combinar uma versão mentirosa dos fatos. Mas Moreira preferiu não comentar sobre isso, disse apenas que a chegada de Bruno e Macarrão é fundamental neste momento.

A tensão entre as duas polícias foi sentida, inclusive, pelo adgovado do pai de Eliza, Jader Marques. Ele classificou o situação como um conflito de competência no Judiciário mineiro e carioca. Para Jader a solução seria o prosseguimento dos dois processos nos Estados: um de sequestro e lesão corporal e o outro de homicídio e ocultação de cadáver.

A solução seria que Bruno e Macarrão estivessem no local onde são investigados pelo crime mais grave, o homicídio, ou seja, ficarem em Minas Gerais. "Mas nós, da defesa do pai de Eliza, não temos preferência de Comarca, o importante é que tudo seja investigado da melhor forma possível", esclareceu Jader.

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