Promotor diz ter provas para indiciar Bruno por homicídio

Goleiro seria o mandante do assassinato da ex-amante Eliza Samudio, afirma o promotor Gustavo Fantini

Daniel Gonçalves e Alessandra Mendes, especiais para o iG |

Com as provas já coletadas pela Polícia Civil, os depoimentos de testemunhas e os laudos anexados ao inquérito, o promotor de Contagem (MG), Gustavo Fantini, diz já ter elementos para um possível pedido de indiciamento do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes. "O que nós temos até agora é que ele seria o mandante do crime. Existem provas fortes do envolvimento de Bruno no caso. Eu não posso adiantar detalhes da investigação, mas posso dizer que temos provas fortes", afirma o promotor solicitado pela polícia para acompanhar o caso.

Há também indícios da participação dos outros oito suspeitos, já que, segundo Fantini, a polícia recolheu provas contra todos até o momento. O promotor, no entanto, não deu detalhes das investigações. "Não posso entrar em detalhes do inquérito, o que posso adiantar é que nós temos muitos elementos que apontam que Eliza foi assassinada".

A polícia conta com a eficiência desses elementos, já que a defesa dos suspeitos insiste em alegar que se não há corpo, não há crime. Os delegados acreditam que, mesmo sem encontrar os restos mortais de Eliza, vão conseguir provar a participação dos envolvidos por meio da materialidade indireta. Ou seja, a polícia alega ter elementos suficientes que apontem que Eliza foi assassinada mesmo sem localizar o cadáver, e ainda relacionar o crime aos suspeitos detidos.

"Materialidade indireta vem através de todos os meios de provas admissíveis em direito e, até agora, o que nós temos pode ser caracterizado como materialidade indireta", explica o promotor. As provas já conhecidas que a polícia e o promotor alegam ter são: o sangue de Eliza no carro de Bruno, testemunhas que a viram machucada no sítio do jogador, depoimentos de suspeitos que deram detalhes do crime, além de outros laudos que devem ficar prontos na próxima semana.

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