Primo do goleiro Bruno tem liberdade provisória negada

Sérgio Rosa Sales é acusado de vigiar Eliza Samudio enquanto ela era mantida sob cárcere privado

iG Rio de Janeiro |

A juíza da Vara do Tribunal do Júri de Contagem, Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, rejeitou na tarde de sexta-feira (16) o pedido de liberdade provisória de Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno Fernandes. Ele foi preso temporariamente no último dia 7, acusado de vigiar a ex-namorada do goleiro, Eliza Samudio, enquanto ela era mantida sob cárcere privado, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A magistrada entendeu que se trata de um inquérito policial complexo, envolvendo crime de homicídio qualificado e cárcere privado, praticado em diferentes cidades. “Somente após a conclusão do inquérito é que será possível identificar a necessidade, ou não, da prisão de Sérgio Rosa Sales.

A defesa alegou que Sérgio já cumpriu o seu papel durante a colheita de provas realizada pela polícia, além de ser réu primário, possuir residência fixa e bons antecedentes. Por fim, sustentou que ele se compromete a comparecer em juízo quando intimado.

A juíza acrescentou que o auxílio prestado pelo primo do goleiro ainda é necessário, uma vez que as declarações prestadas por ele contribuem para a elucidação de parte dos fatos.

Os delegados que estão a frente das investigações aguardam a autorização judicial para uma acareação entre o adolescente J., 17anos e Sérgio Sales. “É de suma importância que os dois fiquem frente a frente para que as arestas entre seus depoimentos sejam aparadas. Um coloca o goleiro na cena do crime e o outro poupa o jogador, afirmando que ele não teria participado da execução de Eliza Samudio”, afirmou a delegada Ana Maria dos Santos, chefe da Divisão de Crimes Contra a Vida de Contagem.

O mérito será analisado pelo juiz da Vara da Infância e Juventude de Contagem, Elias Abdul. Segundo o magistrado, o advogado Eliezer Jonatas de Almeida, que defende o adolescente analisa o processo. “O defensor estudará o caso durante o final de semana e tem até a próxima terça feira para devolvê-lo à justiça. Somente após a devolução é que poderei decidir se autorizo ou não a acareação solicitada pela Polícia Civil” explica o magistrado.

Na última quinta-feira, o desembargador da 4ª Câmara Criminal do TJ-MG, Doorgal Andrada, negou o pedido de Habbeas Corpus para o goleiro Bruno Fernandes. O advogado Ércio Quaresma, que também defende Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Dayanne do Carmo Rodrigues de Souza, esposa do goleiro; Wemerson Marques, o Coxinha; Flávio de Araújo, o Flavinho e Elenilson Vitor da Silva, o administrador do sítio, afirmou que entrou com o pedido de Habbeas Corpus para os outros seis envolvidos. O mérito ainda é analisado pelo magistrado.

*Com reportagem de Camila Dias

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