Ex-braço direito do goleiro do Flamengo, ele foi transferido para a ala onde ficam os estupradores. "Presos são fãs de Bruno", diz advogado

Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo do goleiro Bruno
AE
Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo do goleiro Bruno
Ex-braço direito do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes das Dores de Souza, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, 25 anos, está há duas semanas isolado no pavilhão cinco da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte.

Parentes de detentos da penitenciária relataram à reportagem do iG que Macarrão vem sendo maltratado por outros detentos porque, segundo a avaliação dos presos, ele deveria assumir toda e qualquer responsabilidade no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, independentemente de estar ou não envolvido no caso. Muitos dos detentos são fãs de Bruno.

“Ninguém quer aceitar o Macarrão no próprio pavilhão porque ele deveria livrar o Bruno desta história. O Bruno é um ídolo para presos e agentes penitenciários. Os presos entendem que o Macarrão destruiu a carreira do Bruno”, contou a esposa de um detento do pavilhão quatro, onde hoje está o goleiro Bruno.

O problema é que os presos às vezes têm um ídolo e o Bruno é um ídolo para eles. Os presos acham que o Macarrão, mesmo não tendo culpa, deveria ter segurado tudo", conta advogado

Macarrão foi denunciado pela promotoria do caso por envolvimento direto no assassinato de Eliza. O advogado dele, Wasley César Vasconcelos, confirma que o cliente passa por dificuldades de relacionamento na cadeia.

“O problema é que os presos às vezes têm um ídolo e o Bruno é um ídolo para eles. Os presos acham que o Macarrão, mesmo não tendo culpa, deveria ter segurado tudo”, conta o advogado. Entre os detentos que cumprem pena no pavilhão de Macarrão está Marcos Trigueiro. Conhecido como “Maníaco do Industrial”, Trigueiro foi denunciado como serial killer de mulheres. Ele foi condenado a mais de 30 anos por estupro e homicídio em apenas um dos quatro casos pelo qual foi acusado.

“Colocaram ele no pavilhão de detentos que praticaram crime sexual. A lei de execução penal proíbe esta mistura de presos e eu já fiz um requerimento para mudá-lo de pavilhão”, conta o advogado. Enquanto estiveram juntos na mesma cela, Bruno e Macarrão mantiveram um bom relacionamento, informou também o advogado. Macarrão foi isolado para a ala de criminosos sexuais há cerca de duas semanas e tem contato com colegas de pavilhão durante duas horas de banho de sol diárias.

Macarrão tem recebido a visita da mulher e das filhas, além do avô. A família dele mora em Pitangui, a 153 quilômetros de Belo Horizonte. Os pais já estiveram no presídio várias vezes, levando mantimentos. A mãe, segundo contaram parentes de detentos, sempre frequentava o presídio no dia de visitas, permitidas uma vez por semana. Ela estaria deprimida pela situação do filho e chegou a chorar em uma das visitas, mas ultimamente afastou-se do filho.

 A mãe de Macarrão, segundo apurou o iG , deixou de visitá-lo há um mês porque teria se desentendido com a esposa do filho. “A mãe dele chegou para a visita e estava a mulher a a filha de três anos. Mas só podem entrar duas pessoas. Contaram a criança como uma visita. Como ele escolheu receber a visita da mulher e da filha, a mãe ficou chateada, jogou a comida no chão e nunca mais voltou”, contou um agente penitenciário.

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