Polícias do Rio e Minas não se acertam sobre amante loura de Bruno

Mulher que teria abrigado Bruno e Eliza em casa, segundo menor testemunha-chave, não é procurada pelos agentes dos dois Estados

Alessandra Mendes, especial para o iG |

nullA Polícia Civil de Minas Gerais ainda não sabe dizer qual seria o possível envolvimento de Fernanda Sales, apontada como amante do goleiro do Flamengo, com o desaparecimento e morte de Eliza Samudio. O nome de Fernanda foi citado à delegada Alessandra Wilke pelo adolescente de 17 anos, testemunha-chave do caso, durante a reconstituição do crime, em Minas.

A delegada Ana Maria Santos, que investiga o desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio em Minas afirmou que “essa notícia surge em um primeiro momento da polícia do Rio. É certo que toda e qualquer novidade que a gente julgue tenha ou venha a ter alguma relevância para a investigação obviamente vai ser checada”.

Segundo relatos de vizinhos de Fernanda para o iG , a loira foi levada de casa no último domingo (11) pelo motorista de Bruno, em um Nissan Sentra do goleiro. Após o caso se tornar público, ela teria ficado fora do conjunto onde mora, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro.

Questionada sobre o fato de Fernanda ter sido levada por um funcionário de Bruno, a delegada disse que a polícia do Rio está verificando a situação e a procurando para prestar depoimento à polícia mineira.

A situação mostra, aparentemente, uma falta de diálogo entre as polícias mineira e carioca, uma vez que os policiais do Rio alegam não estar mais investigando Fernanda, porque o inquérito já foi enviado para Minas.

Fernanda apareceria também em algumas oitivas dos suspeitos já presos. Além do menor, Wemerson Marques, o “Coxinha”, também teria citado a mulher em conversa informal com os delegados. “Começam a aparecer alguns depoimentos e com certeza vamos enveredar para esse caminho”, afirma a delegada.
A mulher ainda não seria alvo das investigações, mesmo após aparecer entre os suspeitos do crime. Eliza teria passado na casa de Fernanda a noite que saiu do hotel no Rio, a caminho de Minas Gerais.

Ela teria sido levada no dia seguinte na Range Rover de Bruno, dirigida por Macarrão, amigo dele.
Outra testemunha que aparece no depoimento do adolescente é uma empregada doméstica que estaria no sítio de Bruno, e teria visto Eliza no local, mantida em cárcere privado. A polícia não sabe informar o paradeiro desta mulher, nem confirma se ela já foi ouvida.

Quando questionada sobre a existência dessa testemunha, citada no depoimento do menor, a delegada Ana Maria Santos respondeu com uma afirmação curiosa, para quem trabalha no inquérito: “Eu não li o depoimento do menor no Rio de Janeiro”.

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