Policiais e bombeiros encerram buscas do corpo de Eliza em sítio

Homens vasculham cisternas em terreno que seria do ex-policial suspeito de matar modelo

Alessandra Mendes, especial para o iG |

Policiais e bombeiros de Minas Gerais finalizaram no começo desta tarde as buscas pelo corpo da estudante Eliza Samudio, de 25 anos, desaparecida desde o dia 4 de junho, no sítio que seria do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. As equipes vasculharam duas cisternas e um areal num raio de um quilômetro. A casa onde ele morava está abandonada e foi vistoriada pela polícia. Segundo o Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte, há poucas chances de encontrar algo em novas vistorias no mesmo local. O sítio fica em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte.

As buscas no sítio do principal suspeito de ter matado Eliza começaram ontem, quinta-feira, e foram retomadas na manhã de hoje.

Segundo os depoimentos e a investigação da polícia, Eliza teria saído do Rio entre os dias 5 e 6 do mês de junho, e teria sido trazida para o sítio do goleiro Bruno pelo amigo dele, Luiz Henrique Romão (o Macarrão) e o adolescente J. de 17 anos, primo do jogador. Em seguida, a modelo teria sido levada ao sítio do ex-policial, para então ser assassinada. Bola ainda não teria sido ouvido pela polícia, assim como Bruno e Macarrão.

O advogado de Bruno e Macarrão, Ércio Quaresma, disse nesta manhhã que orientou os clientes a não falarem nada até que ele tenha acesso ao inquérito. Durante uma coletiva do dolegado Moreira nesta quinta-feira(8), Quaresma chegou a interromper o chefe do DI para cobrar que tivesse acesso aos dados, o que causou certo tumulto na coletiva.

Bruno, Macarrão e Marcos passaram a noite na penitenciária de segunraça máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Saíram do Departamento de Investigações por volta das duas horas da manhã da madrugada desta sexta-feria (9). Eles devem ser ouvidos no fim da manhã, já que os delegados trabalharam até muito tarde.

Bruno e Macarrão chegaram em Belo Horizonte pouco depois das onze horas da noite desta sexta-feira (9) trazidos do Rio de Janeiro no avião da polícia civil mineira, o Bandeirantes. O avião pousou no hangar da polícia no Aereporto da Pampulha, onde cerca de 70 pessoas, entre policiais e jornalistas, esperavam pela chegada dos dois. Na chegada ao Departamento de Investigações (DI), Bruno entrou de cabeça erguida e com o rosto descoberto em meio a uma multidão de jornalistas e curiosos, e ouvia-se nitidamente o caro de "assassino". O goleiro foi recebido pelo chefe do DI, Edson Moreira, que disse a Bruno apenas uma Frase: "Agora é comigo".

*Com reportagem de Daniel Gonçalves

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