Polícia voltou ao sítio de Bruno para mais exames periciais

Objetivo foi realizar análises em quarto e banheiro

Alessandra Mendes, especial para o iG |

Policiais civis da Delegacia de Homicídios e peritos do Instituto de Criminalística estiveram novamente nesta terça-feira (13) no sítio do goleiro Bruno Fernandes, no município de Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). O objetivo foi realizar exames e análises periciais em dois cômodos específicos da casa: um dos quartos e um dos banheiros.

AE
Casa do sítio de Bruno, em Esmeraldas
Nestes locais, Eliza Samudio, ex-amante do jogador, teria sido torturada durante pelo menos três dias antes de ser levada para a morte no dia 9 do mês passado. Segundo fontes ligadas às investigações, a indicação dos cômodos teria sido feita pelo caseiro do sítio Elenílson Vítor da Silva.

Ele foi levado nesta terça-feira para o Departamento de Investigações para o que seria o seu quarto depoimento. No entanto, mais uma vez, se recusou a falar. O detalhe é que, antes do depoimento formal, Elenílson teria conversado com os policiais e revelado no diálogo informal que Eliza teria sido torturada em dois cômodos específicos da casa no sítio.

Nesses locais peritos trabalharam hoje realizando exames com luminol na tentativa de localizar alguma mancha de sangue. Pequenas marcas que possam ajudar a polícia a reconstruir o cenário vivido ali por Eliza e outros presentes entre os dias 6 e 9 do mês de junho.

Os policiais já estiveram na casa antes realizando buscas e fazendo exames com luminol. Segundo fontes do Instituto de Criminalística, foram encontradas marcas que, em tese, seriam provocadas por uma pessoa que foi arrastada, machucada, pelo chão. O material coletado, no entanto, não foi suficiente para a realização de um teste de DNA.

A polícia espera agora conseguir mais provas para conseguir sustentar a materialidade indireta, quando há crime, mas o corpo não é encontrado. São aguardados os laudos do carro de Bruno, que vai dizer por onde o veículo passou entre os dias 1 e 8 de junho, do laptop de Eliza Samudio e da mancha encontrada no porta-malas do carro do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que seria o assassino de Eliza. Até o momento a polícia já tem em mãos o laudo que aponta que o sangue encontrado na Range Rover do goleiro do Flamengo é de Eliza Samudio.

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