Polícia retoma buscas por corpo de Eliza Samudio nesta quinta

Nesta quarta-feira, oito mergulhadores e 10 militares do corpo de bombeiros iniciaram as buscas no Parque Lagoa do Nado

Camila Dias, especial para o iG |

As buscas pelo corpo da modelo Elisa Samudio ou qualquer outra pista que leve à polícia a desvendar o mistério do desaparecimento da modelo continuarão nesta quinta-feira. Nesta quarta-feira, oito mergulhadores e 10 militares do corpo de bombeiros iniciaram as buscas no Parque Lagoa do Nado, bairro Planalto, região norte de Belo Horizonte. Um cão farejador também é usado nas buscas pela mata, que abrange uma área equivalente a 30 campos de futebol.

A lagoa tem cerca de dois hectares de extensão, o equivalente à área de dois campos. De acordo com o Capitão Thiago Miranda, que participa das buscas, a lagoa não é profunda, mas é bastante turva. O detalhe é que, ao contrário do que aconteceu na Lagoa Suja, bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, dessa vez, os bombeiros não utilizarão barco a motor para remexer a água, porque na Lagoa do Nado há várias espécies de animas que devem ser preservadas. “Os mergulhadores farão buscas minuciosas por toda a extensão da lagoa e, com muita tranquilidade, vão usar as mãos para tentar encontrar algum vestígio que seja útil para a polícia”, explica Miranda.

Na Lagoa Suja, em Neves, os bombeiros usaram barcos a motor para remexer a água a fim de soltar algum cadáver que estivesse preso ao fundo. Além disso, se houvesse corpo, quando a água fosse revirada, subiria o odor característico de cadáver em decomposição.

AE
Em um bote, bombeiros procuram pelo corpo de Eliza Samudio na Lagoa do Nado, em Belo Horizonte
Equipes da Divisão de Crimes Contra a Vida de Belo Horizonte acompanharam partes dos trabalhos hoje na Lagoa do Nado. Segundo do Delegado Frederico Abelha, a necessidade de fazer as buscas no parque, surgiu a partir de informações obtidas por meio da bilhetagem telefônica realizada no telefone celular do ex- policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola.

“Por meio do rastreamento, descobrimos que no dia do crime, Bola passou pela região duas horas depois de deixar o local onde Elisa Samúdio foi morta. A bilhetagem também nos mostrou que ele esteve no Parque Lagoa do Nado, de onde fez duas ligações para outra pessoa que está sendo investigada”, afirma. Mas o delegado preferiu não dar detalhes sobre quem teria falado com o ex-policial civil naquela data para não atrapalhar as investigações. Ao que tudo indica, não seria nenhum dos acusados que já estão presos.

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