Polícia recebe carta de suposta empregada do goleiro Bruno

Mensagem anônima não tem valor de prova, mas pode auxiliar nas investigações

Alessandra Mendes, especial para o iG |

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que recebeu nesta sexta-feira a carta que teria sido escrita por uma empregada que estava no sítio do jogador onde Eliza supostamente foi mantida em cárcere privado. Como o iG informou, a mensagem traz uma série de informações sobre o desaparecimento e suposto assassinato da ex-amante do goleiro Bruno .

Os delegados vão investigar a procedência da carta, mas já adiantaram que ela não tem valor de prova, uma vez que trata-se de um documento anônimo. Ainda assim a história contada pela mulher, que seria uma testemunha do crime, vai ser apurada. Oficialmente os delegados ainda não se pronunciaram à imprensa sobre o assunto.

Depoimentos remarcados

Os depoimentos de duas supostas amantes do goleiro Bruno, Ingrid Oliveira, de 32 anos, e Fernada Gomes, de 24 anos, que estavam marcados para esta sexta-feira foram adiados . O pedido foi feito pelos advogados das testemunhas que alegaram terem recebido a intimação muito tarde, na quinta-feira.

A polícia informou que irá estipular uma nova data para as oitivas. Fernanda foi citada no depoimento do adolescente J., de 17 anos, peça-chave na investigação. O menor disse que a loira estava na casa de Bruno, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, quando Eliza foi levada para lá, antes de seguir para a capital mineira. Fernanda teria, inclusive, cuidado do bebê de Eliza durante o tempo em que ela permaneceu no local.

Na quinta-feira, depois de prestar depoimento às polícias civil do Rio de Janeiro e de Minas Gerais e aos Juizados da Infância e Juventude na capital Fluminense e em Contagem (Grande BH), o adolescente que provocou uma reviravolta no caso Bruno, se calou.

Ele passou cerca de duas horas no CEIP - Centro de Internação Provisória - com a delegada Ana Maria Santos, mas não quis falar. No entanto, a delegada informou que o rapaz já contribuiu de forma essencial para a investigação.

O advogado nomeado em Contagem para defender o adolescente, José Roberto Cordoval, saiu do caso e o novo defensor do adolescente é Eliezer Jonatas de Almeida Lima. De acordo com o advogado, o adolescente está abatido e abalado psicologicamente e demonstra estar em situação de abstinência. Eliezer não soube precisar qual a razão do problema, mas ressaltou que, segundo a mãe, o adolescente é viciado em drogas.

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