Polí­cia prende mais três suspeitos do desaparecimento de Eliza

Eles estavam juntos em Igarapé. Os suspeitos serão levados para o Departamento de Investigações

iG São Paulo |

Mais três suspeitos de envolvimento no desaparecimento Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, foram presos nesta sexta-feira.

Segundo a Polícia Civil, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques (conhecido como Coxinha), ambos amigos de Bruno, e Elenilson Vitor da Silva, que era administrador do  sítio do jogador em Esmeraldas (MG), foram detidos juntos em Igarapé, cidade que fica na região metropolitana de Belo Horizonte. Eles não teriam resistido à prisão.

Os três homens estavam foragidos da justiça desde quarta-feira, dia 7 de julho, quando tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça mineira. Eles serão levados para o Departamento de Investigações, em Belo Horizonte.

Outras quatro pessoas já estão presas, por suspeita de participação no mesmo crime: o goleiro Bruno, Dayane (mulher do jogador), Luiz Henrique Romão (amigo de Bruno conhecido como Macarrão), Sérgio Sales (primo do atleta) e Marcos Aparecido dos Santos (ex-policial conhecido pelos apelidos de Paulista, Bola e Neném).

Flávio, Wemerson e Elenílson seriam os três últimos alvos da polícia relacionados ao crime. Além do adolescente J., de 17 anos, que foi detido no Rio de Janeiro. O adolescente também é primo de Bruno.

Bruno, Macarrão e Bola são os principais suspeitos do caso de Eliza, desaparecida no início de junho e considerada morta pela polícia. Eles estão presos desde quinta-feira à noite na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG).

Sem teste de DNA

Na manhã desta sexta-feira, os três se recusaram a coletar material para exame de DNA , informou o chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, o delegado Edson Moreira. "Os advogados invadiram a sala e orientaram seus clientes a não fornecer material. Ninguém é obrigado a fornecer prova contra si mesmo", explicou Romão. Segundo ele, a intenção é comparar se uma outra amostra de sangue recolhida em carro do goleiro pertence a algum dos investigados.

Futura Press
Bruno é escoltado por policiais ao chegar à Divisão de Investigações em Belo Horizonte
Segundo o delegado, não há data definida para o depoimento de Bruno. A polícia tem até 30 dias após a prisão para ouvi-lo.

Durante a coletiva de Moreira, havia um lap top ao lado do delegado. Segundo ele, o computador pertencia a Eliza e foi entregue por uma amiga da modelo. O lap top está sendo investigado. Segundo Moreira, a polícia analisará fotos, emails e mensagens do MSN.

*Com informações de Daniel Gonçalves e Alessandra Mendes, especial para o iG, e Agência Estado

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