Polícia pede prisão de ex-policial, apontado como assassino de Eliza

Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como "Nenem", teve seu mandado de prisão provisória decretado

Alessandra Mendes, especial para o iG |

Marcos Aparecido dos Santos, ex-policial civil e dono da casa em Vespasiano onde a polícia fez buscas pelo corpo de Eliza Samudio na última quarta-feira, é o próximo alvo dos delegados que investigam o assassinato, já considerado como certo, da ex-amante do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes.

A polícia já solicitou à Justiça o mandado de prisão provisória de Marcos, conhecido como "Paulista", "Bola" e "Nenem". Ele estaria na casa onde a polícia esteve, até momentos antes da chegada dos policiais. Indícios como a pia molhada, a janela aberta, e o monitoramento de câmeras, indicam que Marcos saiu pouco antes da chegada da polícia.

De acordo com os delegados que conduzem as investigações, Marcos matou Eliza na casa no dia 9 do mês passado, depois teria dado pedaços do corpo dela para os cães da raça hotweiller que cria em casa e posteriormente teria levado os restos mortais de Eliza para outro local, ainda não identificado pela polícia.

Não há mais dúvidas da participação direta de Marcos, Bruno (goleiro do Flamengo), Luíz Henrique Romão (amigo de Bruno conhecido como Macarrão) e do adolescente de 17 anos apreendido nesta terça-feira (6) no Rio de Janeiro. Bruno, Macarrão e o menor teriam levado Eliza para a morte, após a jovem ter sido mantida em cárcere privado por três dias no sítio do goleiro, em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Em entrevista coletiva nesta manhã, os delegados esclareceram os detalhes da morte de Eliza. Ela teve as mãos amarradas por uma corda, foi asfixiada por Marcos que depois esquartejou e ocultou os restos mortais da ex-amante do goleiro do Flamengo. Bruno, por sua vez, voltou para casa com os amigos Macarrão e o adolescente depois de ter deixado Eliza na casa de Marcos para morrer. Ao chegar no sítio, Bruno levando a criança, o goleiro queimou uma mala vermelha de Eliza, para apagar qualquer vestígio. Depois foi tomar cerveja com os amigos na varanda de casa.

AE
Delegado mostra foto do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, suspeito de ter assassinado Eliza

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