Polícia acha sangue e fios de cabelo em sítio de Bruno

Vestígios foram encontrados durante perícia realizada na terça na casa do goleiro. Na casa de Bola, corpo não foi encontrado

Agência Estado |

A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta quarta-feira que foram encontrados vestígios de sangue humano e fios de cabelos no sítio do goleiro Bruno Fernandes Souza, em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Os delegados disseram que os vestígios foram encontrados na terça-feira, durante perícia no local. O atleta é suspeito de ligação com o desaparecimento de sua ex-amante Eliza Samudio, que tentava provar na Justiça que Bruno é pai de seu filho.

Segundo a polícia, o sangue estava no colchão em um dos quartos do sítio. Junto com os fios de cabelo, eles serão comparados, por meio de exame, com o DNA de Eliza. A delegada Alessandra Wilke, que participa das investigações, afirma que a jovem de 25 anos foi mantida em cárcere privado no sítio em Esmeraldas.

A delegada disse ainda que um boletim de ocorrência foi feito, pois a equipe de perícia que voltou hoje ao sítio notou que o local estava diferente de ontem. Ela destacou que muitas pessoas têm acesso ao local.

Nesta quarta, a polícia e peritos voltaram ao sítio de Bruno para novas buscas. Segundo a delegada, aguém esteve no local durante a madrugada.A polícia não sabe dizer quem mexeu no sítio e como isso aconteceu. "De qualquer forma, isso não prejudica as investigações. Tudo que queríamos coletar no sítio, já foi feito ontem", minimizou Alessandra.

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Polícia e peritos voltaram nesta quarta-feira ao sítio do goleiro Bruno

Buscas na casa de Bola

Policiais e bombeiros não encontraram o corpo de Eliza Samudio nas buscas realizadas nesta quarta-feira na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, no município de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Ele é apontado pela Polícia Civil como o homem que teria matado a ex-amante do goleiro Bruno.

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Técnicos da Universidade Federal de MG utilizam equipamento que realiza um raio-x do terreno
De acordo com o Departamento de Investigações, alguns pedaços de concreto localizados embaixo das lajotas que ficam no canil da casa de Bola foram enviados para análise. Segundo as investigações, o ex-policial civil teria esquartejado o corpo de Eliza, dado alguns pedaços para seus cachorros da raça rottweiller e jogado concreto nos restos mortais.

Durante a ação desta quarta-feira, os policiais encontraram na residência de Bola uma parede falsa e apreenderam alguns documentos, um crachá, um capacete e uma CPU. Todo o material foi encaminhado para análise.

Técnicos do Departamento de Geologia da Universidade Federal de Minas Gerais também estiveram na casa com um equipamento chamado GPR. A máquina fez um raio-X do terreno para tentar descobrir locais ocos ou com terra fofa.

Nas buscas, dois cães farejadores do Corpo de Bombeiros identificaram um cheiro forte, possivelmente de sangue. A hipótese, no entanto, foi descartada. O odor tratava-se de uma rede de esgoto que passa embaixo da casa de Bola.

*Com Alessandra Mendes, especial para o iG

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