Patrocinadoras do Flamengo estão apreensivas com repercussão do caso Bruno

Empresa de material esportivo já recolhe das lojas camisa com o nome do goleiro, que está preso em Bangu 2

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

As empresas patrocinadoras do Flamengo estão preocupadas com a repercussão negativa em relação a suas marcas, estampadas no uniforme do time carioca. Desde que o goleiro Bruno foi apontado como principal suspeito pelo desaparecimento da sua ex, Eliza Samudio, os patrocinadores estão acompanhando de perto o desenrolar da situação.

Na noite desta quarta-feira (7), mesmo dia que Bruno se apresentou à polícia, a marca de materiais esportivos Olympikus anunciou que suspendeu o contrato individual que mantinha com o atleta. O vínculo existia desde dia 7 de maio, com duração de um ano. De acordo com Ricardo Ribeiro, assessor de imprensa da empresa, todo o material esportivo da linha especial desenvolvida com a assinatura de Bruno já está sendo recolhida das lojas. “Bruno tinha uma linha especial com produtos exclusivos, como chuteira, luvas e camisas personalizadas. Também está suspenso o pagamento particular”, disse ele, sem revelar o valor que era repassado ao jogador. Estima-se que Bruno recebia R$ 200 mil por mês para usar os produtos da Olympikus.

A apreensão com o uso da marca em uniformes do goleiro é inevitável, mas o patrocínio com o clube está mantido. “Estamos acompanhando tudo que envolve o nome dele. Para a empresa, nada será alterado em relação ao Flamengo, ao menos por enquanto”, disse Ricardo Ribeiro.

O dono da camisa 1 do time rubro-negro se entregou na tarde desta quarta-feira à Polinter, no Andaraí. Junto ao atleta estava Macarrão, também acusado de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do jogador e com quem ele teria um filho de 5 meses. Por volta das 19h15, ambos chegaram à Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro

A Batavo, outra patrocinadora do Flamengo, também estuda que medidas tomar em relação ao caso. Desde dezembro, a empresa alimentícia, que integra o grupo Brasil Foods, tem um patrocínio com o clube no valor de R$ 25 milhões. A marca é exposta no peito e nas costas da camisa. Por meio de Miguel Jimenez, Relações Institucionais da empresa, a Brasil Foods comunica que “ não irá se manifestar sobre o assunto no momento”.

Desde agosto de 2009, a ALE, distribuidora de combustíveis, é outra que injeta dinheiro no clube em troca de exposição da marca no uniforme dos atletas. O acordo faz parte da estratégia da empresa em investir em marketing esportivo. O contrato é de R$ 3,5 milhões por ano. Procurada pelo iG, a distribuidora não quis se manifestar.

A assessoria do clube informa que a diretoria do Flamengo ainda não foi procurada por nenhum dos patrocinadores.

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