Mesmo desaparecido desde que teve prisão decretada por abuso sexual, Luiz Carlos Samudio luta para ficar com o neto

Agência Estado
Pai de Eliza Samudio, Luiz Carlos Samudio
Fora do País desde que teve sua prisão decretada por acusação de abuso sexual, o pai de Eliza Samudio, Luiz Carlos Samudio , não desistiu de brigar pela guarda do neto, Bruninho, de um ano e três meses.

Um processo de guarda tramita na Vara da Família de Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com o Paraguai, onde Luiz Carlos tem uma casa. A agilidade neste processo depende do julgamento de recursos na acusação contra o pai de Eliza, de abuso sexual contra outra filha dele, M.S., quando ela tinha dez anos de idade, de acordo com o advogado de Samudio, Sérgio Barros da Silva.

Bruninho chegou a ficar 15 dias sob a guarda do avô materno, entre os meses de junho e julho de 2010, até que esta acusação veio à tona. Então, a guarda provisória da criança foi passada à avó materna, Sônia Fátima Moura, ex-mulher de Luiz Carlos, que levou o menino para Campo Grande (MS).

Luiz Carlos acusou a ex-mulher, em diversas vezes, de ter abandonado Eliza quando ela era pequena e por isso contesta a vontade dela em agora querer ficar com a criança. Sônia rebate e diz que o afastamento da filha ocorreu porque não aguentava mais os maus tratos do ex-marido.

Samudio teve a prisão decretada há pouco menos de um mês pela Justiça do Paraná, mas continua desaparecido. Enquanto isso, a defesa do pai de Eliza tenta um habeas corpus, com base em uma declaração feita pela filha M.S., inocentando-o do crime. Ele foi condenado a oito anos de prisão.

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