MP denuncia menor por sequestro, homicídio e ocultação de cadáver

Adolescente diz que estava no local, mas não presenciou crime. Mentor do assassinato seria Macarrão

Alessandra Mendes, especial para o iG |

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou o adolescente J., de 17 anos, por participação no sequestro, homicídio e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. Ele é considerado peça-chave para as investigações sobre o assassinato da estudante, já que revelou detalhes do crime para a polícia. A audiência de instrução e julgamento do menor acontece em, no máximo, 45 dias. O adolescente pode ser condenado em até 3 anos de internação.

Até o julgamento, o primo de Bruno ficará internado no Centro de Internação Provisória, em Belo Horizonte. Os delegados que investigam a morte de Eliza já entraram com um pedido na Justiça para ouvir o depoimento do menor nos próximos dias. Ele será o primeiro dos envolvidos na investigação a ter o destino definido pela Justiça.

O adolescente chegou nesta terça-feira (13) à capital mineira e foi ouvido no Juizado da Infância e Juventude, em Contagem (MG), pelo promotor Leonardo Barreto e pelo juiz Elias Abdou. Também esteve com a assistente social Raquel Pontel. O menor confirmou os principais pontos de depoimentos anteriores.

Segundo o menor, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, executou Eliza com a participação de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, mas ele (o menor) estava em outro cômodo e não viu. "Ele se sente receoso com a presença do Bola, mas confessou que estava lá quando o crime aconteceu. Da garagem viu Bola arremessando uma mão de Eliza para os cães, mas não viu esquartejamento, nem ocultação de partes do corpo. Provavelmente, pela gravidade dos fatos, a medida será de internação de até 3 anos", esclareceu Barreto.

Já o advogado convocado para a defesa do adolescente, José Roberto Cordoval Júnior, minimiza o teor das declarações do cliente. "As acusações são graves, mas não há provas no inquérito para todas essas acusações. Ainda não tive acesso ao depoimento, mas sei que no inquérito não há subsídio para comprovar tudo que está sendo dito."

O adolescente deve ser ouvido pela polícia nos próximos dias e os delegados ainda estudam a possibilidade de fazer uma acareação entre o menor e outros suspeitos, para esclarecer alguns pontos ainda divergentes na dinâmica do crime.

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