Madrasta de Eliza conta a convivência com o filho da enteada

Casada com o pai da ex-namorada do goleiro Bruno, Silvia Cordeiro de Oliveira diz que criança de quatro meses é risonha e dorme bem

iG Rio de Janeiro |

O bebê que seria filho do goleiro Bruno Fernandes com Eliza Samudio, ex-amante do goleiro do Flamengo, é “risonho e muito tranquilo”. O relato é de Silvia Cordeiro de Oliveira, casada há 14 anos com o avô da criança, Luiz Carlos Samudio. O bebê chegou à casa do avô apenas com a roupa do corpo há 15 dias. “Compramos berço, chupetas, roupinhas, fraldas e fizemos plano de saúde. Ele era uma criança adorável. Todos nós já estávamos acostumados com ele aqui e agora a avó pega a criança e a leva embora”, lamenta. Silvia, que é vendedora, está em casa por não conseguir trabalhar, devido a tragédia que afeta a família, disse que o bebê estava “sendo muito amado”. “Ninguém deixava ele chorar. Era um pedacinho da Eliza com a gente”, conta. Segundo ela, a criança era considerada quieta: o menino quase não reclamava, não chorava muito e sempre dormia bem à noite.

Durante os 15 dias em que ficou em casa com o avô, ninguém chamava a criança pelo nome de Bruno para não lembrar o pai. O jeito carinhoso de tratar o neném era “Bruninho”. “Chamar de Bruno não dava, então resolvemos chamar de Bruninho”, enfatiza.

Silvia disse que conhecia Eliza desde que a modelo tinha 12 anos. Perguntada sobre sua personalidade, ela destaca que Eliza era uma pessoa muito ”independente e calma”. Ainda segundo a madrasta, a modelo não iria gostar que a criança ficasse com a avó, Sônia de Fátima da Silva Moura. “Ela foi abandonada pela mãe com seis meses. Tenho certeza que essa não era a vontade dela”.

A mulher de Luiz Carlos conta que Eliza não incluiu na certidão de nascimento da criança o nome da avó, apenas o dela e o do avô. O nome do pai ficou citado como “desconhecido”. Após o avô ter perdido a guarda, toda a documentação da criança foi entregue à avó , por determinação da Justiça.

Ao ser pego pelo avô, Bruninho apresentava sintomas de resfriado e foi levado a uma clínica, próxima de casa, em Foz do Iguaçu . Na primeira consulta, o médico receitou remédios e liberou o neném, porque não havia nada sério. Quatro dias depois, o quadro piorou com tosse, chiado e o bebê voltou para a clínica. “A tosse dele piorou, reforcei o medicamento e mandei fazer inalação para aliviar o quadro, mas não havia nada grave. Depois disso não o vi mais”, explica doutor Vitor Hugo Dalnegro.

Depois de conseguir a guarda do neto, o que ocorreu no último dia 5, o empresário Luiz Carlos Samudio acabou perdendo a guarda do menino para a ex-mulher, mãe de Eliza. A avó do menino assumiu a guarda provisória nesta sexta-feira. Sônia disse que pretende levar o neto para Campo Grande (MS) onde mora com o marido e o filho de 11 anos. O pai de Eliza havia conseguido a guarda, mas perdeu o direito após o surgimento de uma acusação contra ele de abuso sexual contra uma criança. De acordo com Silvia Cordeiro não houve resistência de ninguém da família no momento em que foram buscar o bebê. "Eu estava com as minhas irmãs em casa. O meu marido (Luiz Carlos Samudio) não havia retornado ainda”. Um oficial de justiça e um membro do Conselho Tutelar foram até a residência. Sônia ficou aguardando no Conselho.

* Fernando Magalhães, especial para o iG

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