Justiça recusa crime de homicídio a quatro réus do caso Bruno

Com a decisão, apenas Bruno, Macarrão e Bola responderão por homicídio e ocultação de cadáver

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A Justiça mineira recusou, nesta quarta-feira (28), em decisão unânime da 4ª Câmara Criminal, pedido do Ministério Público para que reconsiderasse acusações de crimes envolvendo réus no caso do desaparecimento de Eliza Samúdio.

AE/JOEDSON ALVES
O arquiteto Luiz Carlos Samudio, de 43 anos, pai da jovem Eliza Samudio, acompanhado de sua mulher Silvia de Oliveira e do neto Bruno Samudio, durante desembarque no Aero

Ela desapareceu após ter um filho, Bruninho, fruto de uma relação com o ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza. O ex-atleta aguarda julgamento na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH.

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Em um recurso especial, o MP pedia reconsideração de decisão que isentou quatro pessoas dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver de Eliza. São elas: Dayanne Rodrigues do Carmo Souza (ex-mulher de Bruno), Wemerson Marques de Souza (amigo de Bruno), Fernanda Gomes de Souza (ex-namorada de Bruno) e Elenilson Vítor da Silva (ex-caseiro do sítio de Bruno).

Para o desembargador relator, Herbert Carneiro, não existe omissão, obscuridade, contradição ou ambiguidade na denúncia atual. São acusados do assassinato e ocultação de cadáver apenas Bruno; o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola; além do ex-braço direito do ex-goleiro, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão.

Assim como Bruno, Macarrão e Bola aguardam julgamento presos em Minas Gerais. Macarrão está na mesma penitenciária que Bruno e Bola está em um presídio em São Joaquim de Bicas, também na Região Metropolitana da capital mineira.

Os outros envolvidos no caso responderão por crimes envolvendo o sequestro do filho de Eliza e de Bruno, o Bruninho; além do sequestro da própria Eliza, que permaneceu em cárcere de acordo com as investigações e com a denúncia.

Conforme a denúncia, Eliza foi levada do Rio de Janeiro para um sítio em Esmeraldas e executada na cidade de Vespasiano, mas o grupo envolvido também passou por Contagem. Todas as cidades ficam na região metropolitana de Belo Horizonte e o processo tramita no Fórum de Contagem, onde acontecerá o julgamento, ainda sem data marcada.


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