Justiça nega relaxamento de prisão para a mulher de Bruno

Para a juíza que analisou o pedido, Dayanne poderia prejudicar a coleta das provas se estivesse em liberdade

iG São Paulo |

A juíza Marixa Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem (MG), região metropolitana de Belo Horizonte, negou nesta terça-feira o pedido de revogação da prisão temporária feito pela defesa de Dayanne Souza, mulher do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes Souza. O pedido foi feito nesta segunda-feira à tarde pelos novos advogados de Dayanne. Segundo a juíza, "em liberdade, Dayanne poderia prejudicar a coleta das provas”.

De acordo com a magistrada, o decreto da prisão atendeu a todos os requisitos legais, tendo a medida sido decretada a partir de representação feita pela pelo polícia e pelo Ministério Público. Ela acrescenta que soma-se, ainda, o fato de que ela esteve no local de parte dos acontecimentos, o sítio de Bruno.

O representante do Ministério Público, em seu parecer, se mostrou contrário ao pedido e afirmou  que “ainda é cedo para condescender com a pretensão libertária do requerente. O inquérito policial ainda não chegou ao seu bom termo. O corpo de Eliza ainda não foi encontrado. A liberdade da requerente, nesse momento, pode dificultar sobremaneira as investigações. A requerente é casada com o principal suspeito e interessado na morte de Eliza”.

Na sexta-feira, a mulher de Bruno colaborou ao prestar depoimento no Departamento de Investigações, em Belo Horizonte, sobre o caso que apura o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante de Bruno. Na ocasião, ela afirmou que Bruno pediu para que ela ficasse com o filho de Eliza porque ele iria viajar, e Eliza havia saído para fazer compras.

Dayanne está presa por subtração de incapaz no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, na região metropolitana da capital mineira. Ela foi autuada depois de tentar esconder o bebê de Eliza de quatro meses.

Mandado de segurança de Bola

A mesma juíza também negou o mandado de segurança, com pedido de liminar, com o objetivo de garantir ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, o direito de ficar calado em depoimentos e em uma possível acareação. Bola está preso por envolvimento no sumiço de Eliza. Ele é apontado por um adolescente de 17 anos, primo de Bruno, como o assassino de Eliza.

Ao ser indagada sobre o afastamento de duas delegadas do caso em função do vazamento e da divulgação de um vídeo na TV Globo em que Bruno faz comentários sobre o caso, Marixa declarou que, certamente, a medida deve ser administrativa e temporária, no exclusivo interesse de se apurar o vazamento do filmagem efetuada dentro do avião.

"Eu mantenho a minha inteira confiança no trabalho da delegada Alessandra Wilke, como presidente do inquérito, e no trabalho da delegada Ana Maria Santos como chefe da Delegacia de Homicídios de Contagem. Acredito também que este fato vai ser brevemente elucidado, e a polícia vai tomar as medidas que entender necessárias contra o responsável pelo vazamento daquele vídeo".

A gravação foi feita durante a transferência de Bruno e Macarrão do Rio de Janeiro para Belo Horizonte em uma aeronave da polícia. Segundo Marixa, o vídeo deve ter sido um procedimento padrão da polícia com o intuito de se resguardar de uma eventual acusação de abuso de autoridade ou constrangimento ilegal.

Eliza desapareceu no início de junho. O adolescente de 17 anos confirmou à polícia que a jovem foi morta por estrangulamento. O suposto corpo ainda não foi localizado.

*com informações da Agência Estado

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