Justiça nega liminar para libertar goleiro Bruno da prisão

Bruno está na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte

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O desembargador convocado Celso Limongi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou liminar para que o goleiro Bruno Fernandes pudesse deixar a prisão. Ele é acusado pelo homicídio da modelo Eliza Samudio, ocorrido no ano passado, e está em prisão cautelar, aguardando o julgamento. Bruno está na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. 

A liminar foi encaminhada ao STJ pelo advogado Cláudio Dalledone Júnior , na sexta-feira passada, contra a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), que havia negado a liberdade ao goleiro. O ex-jogador do Flamengo responde com outras pessoas pelo envolvimento nos crimes de homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.

No pedido, a defesa alegou que Bruno estaria sofrendo constrangimento ilegal por parte do TJ-MG, que manteve a ordem de prisão expedida pela Justiça ao receber a denúncia contra o atleta. Se a liminar fosse aceita, Bruno poderia permanecer em liberdade até o julgamento do mérito do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em seu despacho, o desembargador explicou o motivo de ter indeferido a liminar. “Não me convenci, em princípio, do alegado constrangimento, pois a prisão cautelar está fundamentada na periculosidade concreta do paciente, evidenciada pelo modo como a conduta criminosa foi praticada”. O processo foi enviado ao Ministério Público Federal para parecer.

Bruno foi condenado em dezembro de 2010 a cumprir 4 anos de prisão por sequestrar Eliza Samúdio, em 2009. O jogador teria forçado a ex-namorada a ingerir substâncias abortivas. Ele também responde na Justiça pelo seu desaparecimento e morte. O corpo da jovem ainda não foi localizado.

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