Justiça nega habeas corpus para Bola e ex-mulher de goleiro Bruno

Ambos estão presos por suspeita de envolvimento no desaparecimento e morte de Eliza Samudio

Alessandra Mendes, especial para o iG |

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, e a ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, Dayanne de Souza, tiveram os pedidos de habeas corpus negados pelo Tribunal de Justiça de Minas na tarde desta quarta-feira. Ambos estão presos por suspeita de envolvimento no desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-amante do jogador.

O advogado de Dayanne, Francisco Cimin, afirmou que ela se encontra presa há sete meses “por ter sido inserida na denúncia por uma ordem de prisão em flagrante equivocada”. De acordo com o defensor, sua cliente está detida sem ter culpa, pois não cometeu nenhum delito e é ré primária.

O desembargador Doorgal Andrada, relator do recurso, negou o pedido alegando que o presente habeas corpus era uma repetição de pedido anterior, também negado. Os desembargadores Herbert Carneiro e Júlio Cezar Guttierrez acompanharam o relator.

O defensor de Bola, Zanone de Oliveira, alegou que o responsável pela identificação de seu cliente como coautor do homicídio de Eliza Samudio, o adolescente primo de Bruno, que já foi condenado a medida socio educativa, não o reconheceu posteriormente, durante a audiência. Contudo, o magistrado concluiu que Bola não deveria ser libertado, “para a garantia da ordem pública, em virtude das graves circunstâncias em que o delito foi cometido e pela sua repercussão social, bem como para a conveniência da instrução criminal, pois os acusados buscam dificultar as investigações, ocultando provas e apagando vestígios”.

A juiza de Contagem, Marixa Rodrigues, deve definir até esta sexta-feira (17) se manda ou não os oito réus do caso a júri popular: Bruno Fernandes, Marcos Aparecido dos Santos (o Bola), Sérgio Rosa Sales (primo do jogador), Wemerson Marques, Flávio Caetano, Elenílson Vítor, Fernanda Gomes e Dayanne de Souza. Dos oito acusados do crime, somente Flávio, que trabalhava como motorista de Bruno, está em liberdade.

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