Justiça nega habeas corpus ao goleiro Bruno

Desembargador argumenta que liberdade coloca em risco a ordem pública e pode prejudicar o andamento do processo

Denise Motta, iG Minas Gerais |

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Advogado de defesa de Bruno, Cláudio Dalledone disse à imprensa acreditar na libertação do atleta
Em decisão unânime, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou hoje pedido de liberdade impetrado pela defesa do ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza. Ele é suspeito de participação no desaparecimento de sua ex-amante Eliza Samúdio e está preso desde julho do ano passado na penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH.

O relator do caso, desembargador Doorgal Andrada, argumentou que a liberdade de Bruno coloca em risco a ordem pública e pode prejudicar o andamento do processo. Outros dois desembargadores que julgaram o caso na tarde de hoje, Herbert Carneiro e Julio Gutierrez, acompanharam o voto do relator.

Advogado de defesa de Bruno, Cláudio Dalledone disse à imprensa acreditar na libertação do atleta por meio de um recurso a ser impetrado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele diz que a argumentação para manter Bruno preso é frágil. "O fato de ser submetido a júri popular não significa que ele vai fugir. Não há nenhum fato concreto que indique isso".

Dalledone também disse que Bruno tem "ojeriza" de oportunistas que o prejudicam, como "jornalistas que apresentam programas de TV". "Os oportunistas prejudicam a moral do Bruno. A voz das ruas e o tribunal da imprensa tem acuado a justiça".

O caso

O goleiro Bruno Fernandes é acusado de matar Eliza Samudio, de 25 anos, com quem manteve um relacionamento extraconjugal. A jovem desapareceu no dia 4 de junho de 2010, quando deixou um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, onde estava hospedada, e foi para o sítio do atleta, no município de Esmeraldas, em MG. Eliza viajou para o local com o filho de quatro meses, fruto da relação com Bruno. O jogador, no entanto, não concordava em assumir a paternidade da criança.

Segundo amigos da jovem, Eliza teria ido ao sítio do atleta para tentar chegar a um acordo sobre a briga na Justiça a respeito do reconhecimento do filho. No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias de que a mulher havia sido espancada e morta no local. A informação anônima dizia ainda que o bebê de quatro meses estava na propriedade.

Baseado na denúncia, a polícia foi ao local, mas não encontrou a criança. Um funcionário do imóvel, conhecido como Coxinha, confessou ter recebido a criança da mulher de Bruno na margem da rodovia BR-040 (Belo Horizonte-Sete Lagoas) e o repassado a uma terceira pessoa. No dia 26 de junho, o bebê foi encontrado com uma mulher na periferia de Contagem e entregue aos pais da vítima. O corpo de Eliza nunca foi localizado.

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