Bruno Fernandes está preso desde julho de 2010 acusado da morte da ex-amante Eliza Samudio, com quem teve um filho

Goleiro Bruno durante audiência do caso em Contagem (MG), em 2010
AE
Goleiro Bruno durante audiência do caso em Contagem (MG), em 2010
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) deve julgar, na tarde desta quarta-feira, um pedido de habeas corpus para o goleiro Bruno Fernandes, preso desde o dia 9 de julho na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Segundo o TJ, o julgamento deveria ter acontecido na última quarta-feira, mas o desembargador Doorgal Andrada pediu vistas do processo. O advogado de Bruno, Cláudio Dalledone, alega que ele pode permanecer em liberdade porque é réu primário, tem bons antecedentes e residência fixa.

No dia 12 de dezembro de 2010, a juíza Marixa Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, deicidu mandar Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão; Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; e Sérgio Rosa à júri popular pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro e com quem ele teve um filho. 

Bruno, Macarrão e Sérgio são acusados de por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Bola será julgado por homicídio e ocultação de cadáver.

A ex-mulher de Bruno, Dayanne Souza; a ex-namorada Fernanda Gomes; o administrador Elenilson da Silva e o amigo do goleiro Wemerson Marques, o Coxinha, ficaram presos por cerca de quatro meses, suspeitos de participação no crime. Em dezembro de 2010, foram absolvidos da acusação de assassinarem Eliza. Eles estão em liberdade e respondem pelo sequestro e cárcere privado do filho de Eliza.

O caso

O goleiro Bruno Fernandes é acusado de matar Eliza Samudio, de 25 anos, com quem manteve um relacionamento extraconjugal. A jovem desapareceu no dia 4 de junho de 2010, quando deixou um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, onde estava hospedada, e foi para o sítio do atleta, no município de Esmeraldas, em MG. Eliza viajou para o local com o filho de quatro meses, fruto da relação com Bruno. O jogador, no entanto, não concordava em assumir a paternidade da criança.

Segundo amigos da jovem, Eliza teria ido ao sítio do atleta para tentar chegar a um acordo sobre a briga na Justiça a respeito do reconhecimento do filho. No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias de que a mulher havia sido espancada e morta no local. A informação anônima dizia ainda que o bebê de quatro meses estava na propriedade.

Baseado na denúncia, a polícia foi ao local, mas não encontrou a criança. Um funcionário do imóvel, conhecido como Coxinha, confessou ter recebido a criança da mulher de Bruno na margem da rodovia BR-040 (Belo Horizonte-Sete Lagoas) e o repassado a uma terceira pessoa. No dia 26 de junho, o bebê foi encontrado com uma mulher na periferia de Contagem e entregue aos pais da vítima. O corpo de Eliza nunca foi localizado.

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