Juíza quer acareação entre Sérgio e delegado apontado por tortura

Sérgio Sales, primo de Bruno, diz que foi torturado para incriminar goleiro; MPE vai pedir inquérito para apurar denúncias

Camila Dias, de Contagem |


A juíza Marixa Fabiane Lopes, que realiza audiência em Fórum de Contagem sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, afirmou que vai fazer acareação entre o delegado Júlio Wilke e o réu Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes. De acordo com depoimento de Sérgio, ele foi torturado pelo delegado para dizer que Bruno foi com o adolescente J. e Macarrão levar Eliza Samudio para ser morta na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

O Ministério Público vai requisitar instauração de inquérito para apurar denúncias de tortura. Se for provado que Sérgio mentiu sobre práticas de tortura, ele pode ser processado por denunciação caluniosa.

Segundo Sérgio, o delegado Júlio Wilke o agrediu durante depoimento. “Júlio Wilke deu um soco no peito para eu falar as coisas e depois me deu uma sacolada, colocou o saco na cabeça e começou a me dar socos, mandava eu falar que tinha ido no dia. Ele falava: ’os dois não foram sozinhos, foram com mais alguém e você vai ter que dar nome, daí falei o Bruno’”, disse Sérgio.

Sérgio disse, em diversos momentos, que foi “pressionado” e que isso começou logo quando foi preso. “Quando estava no camburão, algemado. Dr Julio (delegado Júlio Wilke) veio perguntando onde estava o corpo de Eliza, eu disse que não sabia e ele me tirou do camburão e me bateu”. Outra policial, identificada por ele como Laura, também o teria agredido. “A Laura ficava falando que eu era bandido e batia no meu rosto. ‘Tá todo mundo lá embaixo (os presos) doidinho querendo sua carne’, ela falava” , afirmou.

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