Juíza do caso Bruno terá proteção policial em Minas

Segundo advogado, juíza Marixa teria sido jurada de morte pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola

AE |

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Agência Estado
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, na Penitenciária Nelson Hungria em Contagem, Minas Gerais
A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, responsável pelo caso do goleiro Bruno Fernandes, passou a receber proteção policial nesta terça-feira. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), dois policiais acompanharão a juíza. 

A medida foi tomada após afirmações feitas pelo advogado assistente de acusação no caso, José Arteiro Cavalcante Lima.

Ele disse ter sido jurado de morte pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de participar do desaparecimento da ex-namorada de Bruno. A juíza e o delegado que investigam o crime também estariam ameaçados.

O caso

O goleiro Bruno Fernandes é acusado de matar Eliza Samudio, de 25 anos, com quem manteve um relacionamento extraconjugal. A jovem desapareceu no dia 4 de junho de 2010, quando deixou um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, onde estava hospedada, e foi para o sítio do atleta, no município de Esmeraldas, em MG. Eliza viajou para o local com o filho de quatro meses, fruto da relação com Bruno. O jogador, no entanto, não concordava em assumir a paternidade da criança.

Segundo amigos da jovem, Eliza teria ido ao sítio do atleta para tentar chegar a um acordo sobre a briga na Justiça a respeito do reconhecimento do filho. No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias de que a mulher havia sido espancada e morta no local. A informação anônima dizia ainda que o bebê de quatro meses estava na propriedade.

Baseado na denúncia, a polícia foi ao local, mas não encontrou a criança. Um funcionário do imóvel, conhecido como Coxinha, confessou ter recebido a criança da mulher de Bruno na margem da rodovia BR-040 (Belo Horizonte-Sete Lagoas) e o repassado a uma terceira pessoa. No dia 26 de junho, o bebê foi encontrado com uma mulher na periferia de Contagem e entregue aos pais da vítima. O corpo de Eliza nunca foi localizado. 

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