Filha defende Bola: 'Ele não era faxineiro do GRE'

Em entrevista ao iG, Midian Kelly diz que o pai é inocente e não é um matador de aluguel

Alessandra Mendes, especial para o iG |

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é suspeito de ter assassinado Eliza Samudio, ex-amante do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes. Também é investigado por participação em um grupo de extermínio formado por policiais do GRE - Grupo de Resposta Especial da polícia civil . Bola dava treinamentos para o grupo de elite da corporação.

O caso está na corregedoria desde 2008, mas nada foi efetivamente apurado até o momento. Enquanto a polícia realizava buscas na casa de Bola nesta quarta-feira (14), à procura do corpo de Eliza, a filha dele Midian Kelly dos Santos, de 37 anos, saiu em defesa do pai.

Midian Kelly disse que o pai é uma pessoa que criou os três filhos dentro de uma igreja. "Dentro da nossa casa nunca foi uma pessoa agressiva. Os vizinhos todos o conhecem, falam bem dele. Preciso falar da pessoa maravilhosa que é o Marcos Paulista, o Bola. Um cara que sempre lutou para tratar da família dignamente."

A filha de Bola ressaltou que, recentemente, estava morando na casa onde a polícia fez buscas por duas vezes. "A minha casa é uma casa que não é de um matador de aluguel. Um matador de aluguel jamais teria um muro que no ano passado caiu e até hoje está assim", disse Midian.

Quando questionada sobre o porquê de seu pai ser apontado como assassino, ela disse que não tem nada a declarar. "Não tem indícios aqui. A verdade desse caso é a inocência: um pai de família que já trabalhou em diversas profissões e injustiçado."

O coordenador do GRE na época em que Bola dava treinamentos, Júlio Monteiro de Castro (que é irmão do chefe da Polícia Civil de Minas, Marco Antônio Monteiro), chegou a dizer para a imprensa que Bola prestava serviços de asssitente e não ministrava cursos para os policiais. Versão que Midian Kelly contesta: "Eu sei que no sítio do meu pai havia treinamentos, já foi mostradado. Única coisa que eu vou falar: ele não era o faxineiro".

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