Ex-líderes de torcida processam Bruno e outros dois jogadores

Eliza Samudio teria participado de orgia no sítio do goleiro após partida entre Flamengo e Atlético Mineiro, em julho de 2008

Alessandra Mendes, especial para o iG |

A.A.S., que conhecia Eliza de outras festas semelhantes, disse no processo que corre na 22ª Vara Cível de Belo Horizonte - MG, que foi com outras garotas até o sítio do jogador para uma festa. O iG teve acesso ao processo, onde A.A.S. conta: "Por volta das 21h do dia 09/07/08 uma van começou a buscar as meninas em suas respectivas casas (...) Eram em torno de 15 garotas e destas, apenas oito receberam a quantia de 350 reais para que animassem a festa".

Segundo o advogado de A.A.S. e L.G., Luíz Botelho, as duas seriam líderes de torcida do Clube Atlético Mineiro e conheciam Bruno desde a época em que ele jogava no clube. "Não era a primeira vez que elas participavam deste tipo de festa, já tinham até ido ao Rio de Janeiro em comemorações assim, e lá conheceram a Eliza", afirma Botelho.

L.G. relata em seu depoimento que por volta das cinco horas da manhã resolveu procurar a amiga A.A.S. e a encontrou em um dos quartos do sítio com o goleiro Bruno. "Ele propôs que realizássemos uma 'suruba' e concordamos. Neste momento o jogador Marcinho entrou também no quarto e quis participar da brincadeira".

O problema teria acontecido quando Marcinho propôs a L.G. que ela fizesse sexo com ele sem camisinha. Como ela recusou, e também não aceitou fazer sexo oral sem camisinha, teria sido agredida verbal e fisicamente pelo atleta, que a acertou com socos, murros e chutes por todas as partes do corpo.

Segundo A.A.S., a amiga que estava no quarto e também teria sido alvo do jogador: "L.G. gritou e alguns dos rapazes do lado de fora do quarto a ajudou a empurrar o armário que travava a porta". Ambas saíram do local e A.A.S. tentou chamar a polícia, já que Marcinho não parava de agredir Luana.

L.G. alega que chegou a acionar a Polícia Militar do celular, mas não soube indicar o endereço do sítio. "Marcinho então disse que ninguém nos levaria de volta pra casa. Mas o primo do Bruno (identificado apenas como Vitor) e o atacante Diego Tardelli nos levaram até a BR 040, próximo a um ponto de táxi. Lá ainda fomos agredidas verbalmente", relata A.A.S..

Elas chamaram a polícia e fizeram exame de corpo de delito onde foram constatados os hematomas que seriam resultado das agressões. Desde então, Marcinho já teria entrado em contato com A.A.S. para que a queixa fosse retirada, o que não ocorreu. Bruno também tentou.

A história corrobora o relato de um vizinho de Bruno, ouvido pelo iG , que conta das festas no sítio do jogador, regadas a prostitutas, bebidas e jogadores de futebol. A.A.S. e L.G. lembram, e relatam no processo, que uma piscina infantil do sítio foi esvaziada e preenchida com gelo e bebidas alcoólicas diversas. Um grupo de pagode animava a festa, que contava com a presença de cerca de 20 homens, dentre eles os jogadores do Flamengo.

Segundo Botelho, advogado de ambas, o goleiro do Flamengo chegou a oferecer 150 mil para fechar um acordo. "No ano passado, Bruno estava negociando com o time do Porto, em Portugal, e queria resolver logo o problema. Ofereceu 150 mil para que retirássemos o nome dele do processo, mas não aceitamos. Esse ano o empresário dele voltou a me procurar dizendo que o goleiro estava negociando com o Milan, da Itália, e precisava resolver todas as pendências, mas desta vez não falou em valores financeiros".

De acordo com Botelho, o processo já citou Bruno e Tardelli, mas há dificuldades para citar Marcinho, que está jogando em um time do Qatar, e não é facilmente localizado. Ele espera ganhar a indenização para as clientes, que pedem R$ 1,8 milhão por danos morais e lesão corporal.

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