Ex-caseiro de Bruno diz que foi agredido por policial em MG

Elenílson Vítor da Silva afirmou que levou tapas na nuca e nas costas quando não sabia responder a questões de delegado

Camila Dias, especial para o iG |

O réu Elenílson Vítor da Silva e ex-caseiro do sítio do goleiro Bruno Souza disse em depoimento nesta segunda-feira em Minas Gerais que foi agredido por um policial civil quando foi interrogado no início das investigações sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do jogador.

Segundo Vítor da Silva, o policial civil Marcelo da Mata, da delegacia de Homicídios de Contagem, deu tapas em sua nuca e costas. De acordo com o ex-caseiro, todas as vezes em que ele não se lembrava de algo perguntado pelo delegado Júlio Wilke, o policial da Mata lhe dava “tapas fortes”.

Elenílson Vitor, que foi o segundo a depor nesta segunda-feira no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, negou envolvimento no desaparecimento da ex-amante do goleiro.

Nesta terça-feira, Flávio Caetano, Wemerson Marques e Sérgio Rosa Sales devem prestar declarações. Bruno Fernandes, Luiz Henrique Romão, Marcos Aparecido dos Santos e Fernanda Gomes de Castro não estiveram no fórum nesta segunda-feira e não devem comparecer nesta terça-feira.


Primeiro dia

A audiência desta segunda-feira sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, mãe de um filho do goleiro Bruno Fernandes, durou mais de dez horas. A sessão foi marcada por sono de advogado e choro da ex-mulher de Bruno Dayanne do Carmo Rodrigues, a primeira a prestar depoimento.

O advogado de Bruno, Ércio Quaresma Firpe, escolheu uma das cadeiras da plateia e dormiu por aproximadamente duas horas. Ao sair da sala de audiência, Dayanne chorou e mandou beijos para os parentes e amigos que assistiram o depoimento. O advogado Quaresma, mais uma vez, foi repreendido pela magistrada Marixa Fabiane Lopes Rodrigues porque insistia em colocar apelidos nos delegados que trabalharam nas investigações. Mas desta vez Quaresma também colocou apelidos no goleiro Bruno e o chamou várias vezes de “Meu Rouxinol”.

Em seu depoimento, Dayanne Rodrigues confirmou o que disse anteriormente à Polícia Civil na fase das investigações, negando envolvimento no crime. Logo depois, o promotor Gustavo Fantini apresentou uma carta escrita por Dayanne. No documento ela afirma que Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, disse que se a acusada não tivesse cuidado de Bruninho, filho de Eliza, provavelmente ele teria sido assassinado.

O documento foi lido pela juíza. “Ao encontrar Sérgio ele me disse que na noite do dia 10 de junho de 2010, se eu não tivesse aceitado olhar o bebê, a essa hora a criança poderia estar morta porque a intenção de Macarrão era eliminar mãe e filho. Muitos dizem que eu estava no lugar errado e na hora errada, mas talvez eu estava sim, no local errado, mas na hora certa. Saber que Bruno Samudio está bem, para mim já é um alento. Criança é ser divino, digo isso porque sou mãe e estou sentindo na pele a falta das minhas filhas. Mas não. Deus não vai permitir que pese em meus ombros algo que não fiz. Ter cuidado do bebê de Bruno foi o erro mais acertado e é a Deus que agradeço hoje por Bruno Samudio ter fôlego de vida”, dizia a carta.

O advogado de Dayanne, Francisco Simim, deve pedir relaxamento de prisão ainda essa semana. “Eu devo entrar com o pedido assim que todos os réus prestarem depoimentos e estamos confiantes que ela será liberada”, disse.

    Leia tudo sobre: goleiro brunoeliza samúdio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG