Ex-advogado do goleiro Bruno pede licença na OAB

Ércio Quaresma disse ao iG ter entrado com pedido de licença do seu registro. Ele é investigado pela OAB

Camila Dias, especial para o iG |

O advogado Ércio Quaresma, que até esta segunda-feira era o defensor do goleiro Bruno Fernandes, afirmou que entrou com um pedido de licença de seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A solicitação teria sido aceita pela instituição.

Futura Press
Desde o início da defesa de Bruno, Ércio Quaresma tem se envolvido em polêmicas. Foi acusado de ameça e apareceu em vídeo fumando crack
Quaresma admitiu também ter deixado a defesa do goleiro . O pedido teria partido de Bruno e o novo defensor escolhido por ele é Cláudio Dalledone Júnior, que atuou até o momento na defesa de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.

Em conversa com o iG , o presidente da Comissão de Ética da OAB, Fábio Henri, não confirmou que esse pedido tenha sido feito, mas explicou que essa atitude não interfere em nada o andamento do processo disciplinar que tramita no Tribunal de Ética da Ordem. "Isso está parecendo uma jogada de Quaresma, na tentativa de impedir o andamento do processo. Hoje ele não foi encontrado para assinar a notificação e o documento foi assinado por mim e outros dois funcionários do Tribunal de Ética".

Ainda de acordo com Henri, o julgamento de Quaresma está mantido para o próximo dia 30 . Na ocasião, a OAB irá decidir se suspende preventivamente os trabalhos do advogado.

Ele foi acusado por familiares e pela noiva de Bruno, a dentista Ingrid Oliveira, de ameaças para que o jogador não trocasse de defensor. Além disso, Quaresma também assumiu ser viciado em crack e, na semana passada, apareceu em um vídeo amador usando a droga em uma boca-de-fumo de Belo Horizonte.

Durante toda a investigação sobre o desaparecimento de Eliza e as audiências do caso - cuja sentença ainda não foi proferida pela juíza Marixa Fabiane Lopes -, o advogado ficou no centro de várias polêmicas por conta de suas declarações.

Ele teve diversas discussões com os policiais responsáveis pelas investigações e, nas audiências judiciais, chegou a ser advertido por Marixa por dormir e roncar no Tribunal do Júri do Fórum de Contagem, na região metropolitana da capital mineira, enquanto seu cliente prestava depoimento.

*Com informações da Agência Estado

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