Ércio Quaresma, ex-advogado de Bruno, volta ao caso para defender Bola

Flagrado fumando crack em 2010, ele diz que se recuperou do vício e que fará defesa "sóbria e moderada" de Bola

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Futura Press
O ex-advogado do goleiro Bruno, Ércio Quaresma
O advogado Ércio Quaresma foi afastado da defesa do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza   no caso de desaparecimento da ex-amante do atleta Eliza Samúdio, mas deu um jeito de voltar à ação. Nesta sexta-feira (12), ele voltou a atuar no caso, mas seu cliente será o suposto assassino de Eliza, o ex-policial civil Marcos Antônio Aparecido, conhecido como Bola. Envolvido com drogas e flagrado f umando crack em um vídeo, Quaresma contou ter ficado três meses afastado do trabalho até se recuperar do vício.

Leia a cobertura completa sobre o caso do goleiro Bruno

Ele afirma que fará uma defesa sóbria e moderada de Bola e diz que pretende pedir a liberdade do seu cliente no Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Estamos discutindo a questão de recurso, questionando a materialidade. Não há cadáver. Há uma suposta materialidade indireta. Quando for publicado o acórdão da decisão que liberou o Sérgio (Rosa Sales, primo do ex-goleiro solto na quinta-feira ), vamos buscar no STJ o mesmo caminho”, afirmou ao iG .

Quaresma ainda adiantou que pretende arrolar como testemunha de defesa no julgamento de Bola (no caso Eliza) o médico legista George Sanguinetti, que coletou material na casa do ex-policial em Vespesiano, na Grande Belo Horizonte. Sanguinetti não encontrou qualquer vestígio de Eliza no local. Também como testemunhas no caso, o advogado pretende arrolar delegados responsáveis pelo inquérito, entre eles Edson Moreira, que presidiu o processo.

“Quem presidiu a instrução criminal afirma categoricamente no relatório que Eliza teve o corpo destroçado por cães e isso não está na denúncia. O próprio Ministério Público não traz denúncia sobre o suposto paradeiro do corpo da Eliza. Isso é imprescindível e tem que ser explicado”, afirmou Quaresma, que nesta sexta esteve em audiência de processo envolvendo Bola em um homicídio ocorrido há 10 anos.

Na audiência desta sexta, prestou depoimento um policial responsável pelo retrato falado do assassino do carcereiro Rogério Martins Novelo, no ano 2000. A irmã da vítima, Renata Novelo Manso, disse em audiência no processo ter reconhecido Bola como assassino. Nos próximos dias ele pode ser denunciado pelo crime. A juíza Marixa Fabiane Rodrigues, responsável pelo caso Eliza, também preside o processo da morte do carcereiro.

Bola alega inocência sob argumento de sofrer perseguição do delegado Edson Moreira. O policial, por sua vez, afirma ser imparcial no seu trabalho, rebatendo a acusação do réu. Durante a audiência desta sexta, Bola voltou a chorar ao se defender da acusação do homicídio.

    Leia tudo sobre: ércio quaresmabolagoleiro bruno

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG