Em sentença, juiz chama Bruno de covarde e critica Eliza

Segundo magistrado, "goleiro é frequentador de orgias", Eliza tem "comportamento desajustado" e é interessada em jogadores"

iG São Paulo |

O juiz Marco José Mattos Couto, da primeira Vara Criminal de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, qualificou o goleiro Bruno Fernandes como “covarde” e “freqüentador de orgias”, Eliza Samudio como portadora de “comportamento desajustado” e interessada em jogadores de futebol, e Macarrão como “ajudante de jogador de futebol”, profissão que para o juiz “não merece qualquer elogio”.

As qualificações são encontradas em sentença que condenou Bruno Fernandes por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal. O atleta foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão pelos crimes cometidos contra a ex-amante Eliza Samudio em outubro de 2009. O juiz também condenou Luiz Henrique Ferreira Romão, amigo de Bruno conhecido como Macarrão, a três anos de reclusão por cárcere privado contra Eliza.

Na sentença, o juiz considera que Bruno Fernandes praticou os crimes para “se ver livre do status de pai que não desejava desempenhar”. O magistrado vai além ao dizer que se Bruno optou por “uma aventura amorosa inconseqüente cabia-lhe arcar com as responsabilidades”.

“Ao conhecer a vítima em determinado evento (uma orgia na versão do réu ou um churrasco na versão da vítima) e optar pelo sexo irresponsável, não lhe cabia fazer o papel que fez ao saber da gravidez da vítima. A sua covardia, pois, impõe resposta penal adequada”, diz o texto.

Mattos Couto diz ainda que o mesmo “destino” que fez com que Bruno se destacasse como jogador de futebol fez com que ele chegasse ao banco dos réus. Ele considera que Bruno não agiu com conduta que “se espera de um cidadão de bem”.

nullO juiz afirma que a conduta social do goleiro, que permaneceu blindada por sua fama, é criticável. “Há registro nos autos relativo à agressão praticada pelo réu contra um torcedor. Há notícia de que o réu seja dado a frequentar orgias. Há registro de que, então atleta profissional de futebol, ingeria bebida alcoólica e fumava maconha”, diz a sentença.

Ao falar sobre a vítima, o juiz não poupa críticas ao perfil de Eliza. Diz que ela tinha comportamento desajustado e que procurava “envolvimento com muitos jogadores de futebol”, o que acaba por dificultar, segundo o juiz, saber quem é a vítima e quem é o algoz. “Se os jogadores de futebol, embriagados pelo dinheiro e pela fama, são vítimas de mulheres que os procuram com toda a sorte de interesses. Se as mulheres que procuram os jogadores de futebol, embriagados pelo dinheiro e pela fama, são vítimas deles. Nessa relação, ninguém é muito inocente. Todos têm culpa. Um quer enganar o outro. Mas, na verdade, ambos enganam a si próprios. Não há nada de sincero em tais relações. Apenas interesses que, às vezes contrariados, geram processos criminais como este”, diz o texto.

Sobre Macarrão, o juiz Mattos Couto diz que o réu agia para “garantir a suposta amizade” com Bruno para continuar “usufruindo os benefícios que a fama e o dinheiro concediam” a Bruno.

“A conduta social do réu, a bem da verdade, não restou muito esclarecida nos autos, salvo a sua “profissão” de ajudante de jogador de futebol, a qual, embora não mereça qualquer elogio, verdadeiramente não se mostra criminosa”, afirma o juiz.

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